Você dá conta, 27

Ninguém avisou que para viver adultamente é preciso de diploma.

Sei que não dá para comparar gerações porque os comportamentos mudam coisa e tal, mas dentro de toda inquietude que me pertence, essa comparação é inevitável. Meus pais, no auge dos 27 anos deles, eles estavam prontos para viverem adultamente, parecia que tinham diploma e tudo: já tinham filho (eu), eram casados, tinham um apartamento próprio, veículo e carreira estável.

E eu aqui, com os mesmos 27 anos, me sinto uma equilibrista de pratos diariamente, tentando fazer o malabarismo perfeito para que meus pratos não se espatifem no chão e eu não me considere uma extrema babaca por não dar conta.

 

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Não tenho casa própria, nem carro próprio, nem sou casada e muito menos penso em ter filhos no momento. Talvez a carreira seja a única medalha que tenho para falar que conquistei algo, mas ainda assim tá longe de ser o que almejo.

Vivo diariamente focada em acordar disposta, manter uma rotina de exercícios, comer razoavelmente saudável, responder e-mails de forma educada e profissional e voltar pra casa tentando me desligar do stress do trabalho.

Não dá para comparar, realmente.

Tem dias em que a gente merecia receber um vale-sossego do universo. Dias tipo aqueles dias, independente se você tem TPM ou não. Nesse dia tá permitido desligar o despertador, colocar o celular no modo avião, se enfiar nas cobertas, fazer maratona de Netflix, comer toda junkie food do mundo e viver economizando o máximo de energia possível.

Aproveitando o feriado, vou focar nesse vale-sossego e espero que o universo compreenda minha crise dos 27. Também espero que eu saia dessa primavera com o canudo e o diploma de adulta pronta para a próxima fase.

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Multifacetado

Qual tipo de orgulho você pratica?

Hoje estive pensando sobre o que é orgulho, se eu seria uma pessoa horrível se fosse (muito) orgulhosa, o quanto é uma quantidade razoável de orgulho para se ter e como as pessoas orgulhosas lidam com isso. Eu sei, minhas noias vão longe. 

A primeira coisa que me vem à mente é um sentimento pesado, coisa de gente cabeça dura, teimosa, às vezes até arrogante. Também me vem à mente o medo de fracassar, a necessidade de ser invencível. Mas, também consigo pensar na imagem de um vencedor, de gente que bate no peito e admira seus próprios feitos.

Não consigo chegar a uma conclusão ímpar sobre o significado de orgulho.

Para mim, emoções são complexas e não tem uma só versão. O nosso desafio desde o momento em que colocamos o pé fora da cama todos os dias é descobrir novas versões das coisas. Coisas que nos fazem refletir, amadurecer e desvendar facetas. Vivemos dias-prisma, tipo diamantes, com inúmeras facetas, ângulos e brilhos diferentes.

Imagina que dificuldade seria viver dias-moeda, em que só haveria a opção de ser cara ou coroa?

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Acho que não existe uma pessoa com 0% orgulhosa, assim como não existe alguém 0% triste, ou 0% egoísta, ou 0% arrogante, ou 0% qualquer outro sentimento “ruim”. O lago negro (<3) é preciso. Os 27 anos tem sido bem didáticos me ensinando o quão dark side podemos ser.

Às vezes rola um medo de fracassar e ter que voltar atrás de um monte de coisa que decidi/conquistei e aí bate um orgulho chatinho de lidar; ao mesmo tempo que rola um bem-estar enorme por eu estar simplesmente bem e satisfeita com quem eu sou e onde estou. E aí, de novo, bate outro orgulhinho – esse mais agradável.

Para mim, life is it, baby: lidar com as multifacetas, contornar as situações com os diversos ângulos e colocar seu brilho em tudo que estiver ao seu alcance.

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Cafés por aí: Urbe Café

Mais um post de lugarzinho para comer e beber que vocês tanto gostam! \o/

No carnaval saí para almoçar e aproveitei para dar mais um check na minha lista de cafés que pretendo visitar.

Fui com amigos no Urbe Café, super comentado e referência para amantes da cafeína. O Urbe Café fica na  R. Antônio Carlos, 404 – Consolação. 😉 

O local tem decoração ~trendy~ dos cafés daqui de São Paulo: estilo rústico industrial, mesas de madeira, parede de giz, grafite na outra parede… esse mood “descolado e cool” que vocês sabem.

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Para comer, eu pedi um sanduíche de porco desfiado, com coentro, cenoura, numa baguete e acompanhava maionese temperada, tipo um molho tártaro. Achei o preço bom pelo prato servido, o pão era muito crocante e bem recheado.

Meu namorado pediu um hambúrguer de salmão defumado, com cebola roxa, cream cheese e rúcula, no brioche. Era sensacional! De longe, o melhor prato da mesa. Só tenho um ponto específico para falar: o tamanho. O hambúrguer era bem pequeno, confesso que ficamos um pouco decepcionados quando vimos aquele mini hambúrguer chegando. Os lanches saíram na faixa de R$30.

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Minhas amigas pediram massas. Uma foi de ravioli recheado com mussarela de búfala, ao molho sugo, com azeitonas pretas e manjericão; a outra foi de spaghetti de abobrinha ao molho sugo com falafel. Comentário delas: “spaghetti de abobrinha estava um pouco salgado. O ravioli estava ok.” As massas saíram na faixa de R$30 também.

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Para finalizar, pedimos um café coado (❤) com o Grão 01 da casa. Era bem gostoso, “acidinho e doce” do jeito que eles prometem. Minha amiga expert em espresso pediu um e gostou bastante.

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De sobremesa, pedi o bolo gelado de coco. Era uma delícia, mas não achei que valia o preço – uns R$7. E desculpem que esqueci de tirar foto. 😛

Sobre o atendimento, senta que lá vem história…

Quando cheguei no Urbe, logo me interessei pelos cafés em grãos – já que ganhei um moedor e tô amando tomar café moído na hora ❤ -, chamei o barista, perguntei sobre a origem dos grãos, tipos e preços. O barista Murilo me explicou tudo que perguntei e me informou que os Grãos 01, 02 e 03 custavam R$19, R$25 e R$35, nesta ordem.

Na hora de pagar, pedi um Grão 01 e na conta veio custando R$25. Chamei o barista, questionei o valor e o cara não demonstrou o mínimo interesse em resolver o problema, inclusive disse que ele fala o preço a todo momento aos clientes, que eu poderia ter ouvido errado, me confundido e que eu não era obrigada a levar o café.

E detalhe: preço dos pacotes não estava escrito em nenhum lugar – POIS É. Nem no cardápio, nem na parede de giz, nem no display dos produtos. A única forma de se obter (e confiar) essa informação era no boca a boca. Erro rude para um estabelecimento que vende produtos, convenhamos.

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Enfim, foi bem chato. Eu não levei o tal do Grão 01 e digo que, como cliente, a situação ficou bem desconfortável e eu não recomendaria o local, apesar de ter comido bons (não excelentes) pratos e experimentado bons cafés.

Para mim, um bom atendimento vale muito na experiência. Acho que esse tópico vale um outro post de reflexão. Escreverei em breve, prometo. :*

Se vocês forem ao Urbe, já foram, tiveram boas/más experiências, me contem nos comentários. Experiência boa é experiência compartilhada. 😉

Um beijo!

 

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