Ler, economizar e amar

Eu sempre gostei de ler. Recentemente redescobri esse gosto que deixei quieto por um tempo e tem sido maravilhoso. Lembrei o quanto é bom ser dependente de leitura – quiçá, essa deve ser a única dependência boa na vida. Com os livros, os dias nunca ficam vazios e a gente nunca fica sozinho.

É de grande satisfação passar alguns minutos (ou horas) lendo, para terminar o dia com a cabeça no travesseiro pensando na trama lida. Eu vivo muito o que leio, sabe? Entro no cenário, no personagem, gosto de sentir a trama.

Esses dias até inaugurei uma editoria em que falei sobre minha amiga e livros (esse post é daqueles amorzinho de guardar no coração). A amiga me emprestou uma sacola de livros e ainda deixei com ela uma listinha de livros que pretendo ler, caso ela também se interesse e/ou encontre por aí.

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A primeira dica de economia é: tenha amigos leitores por perto. Um clubinho do livro traz sempre conversas ricas e trocas de leituras ótimas.

Aqui está a lista dos livros que pretendo ler e também a segunda dica de economia e de quem é uma caçadora de cupons de desconto para compras online. 🙂

  1. “A Redoma de Vidro” de Sylvia Plath
  2. “Travessuras da Menina Má” de Mario Vargas Llosa
  3. “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón
  4. “No Coração da Vida” de Jetsunma Tenzin Palmo
  5. “A Máquina de Fazer Espanhois” de Valter Hugo Mãe

Toda vez que busco algum livro para comprar, sempre pesquiso na internet antes de ir na loja física porque os preços das lojas online são, na maioria das vezes, bem menores. Além disso, dia desses descobri um site que disponibiliza cupons para a Saraiva, o que faz a compra valer mais a pena ainda. 🙂

A Cupom Válido, além da Saraiva, disponibiliza cupons de descontos para vários e-commerces bacanas que a gente ama, como Netshoes, Amaro, Leroy Merlin, Nike, Cabify, entre outros. Vale a pena dar uma conferida no site deles antes de fazer qualquer compra online, afinal, uns ~porcento a menos no preço final a gente valoriza. <3

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Besito! :*

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Tapa na cara #1: minha amiga de 76 anos

Eu tenho uma amiga de 76 anos, a Madalena. Somos amigas de marcar de ir uma na casa da outra e tomar chá da tarde – porque, afinal de contas, é o que uma pessoa de 76 anos gosta de fazer e eu também. Nos nossos chás da tarde rolam muitas conversas ricas, dessas de guardar no coração e levar pro resto da vida.

Dona Madalena tem paixão por livros e viagens. Lê demais, tipo um livro por semana, tem uma estante recheada de títulos bacanas. Diz que ver TV emburrece e coleciona bibelôs de destinos que visitou.

O nosso último chá da tarde começou às 16 horas e terminou às 22. Muita conversa rica rolou, como vocês podem perceber.

Estávamos falando sobre envelhecer e solidão. Assunto profundo.

– Sabe, filha, a gente não pode se iludir e achar que ter um marido é ter companhia. Nem filho é companhia.

– Ah, Madalena… mas filho tem a obrigação de acompanhar os pais nos momentos de necessidade, ainda mais na velhice.

– Filha, a gente nasce e morre sozinho. A gente tá nesse mundo pra correr atrás das nossas coisas, nossos sonhos, nossos ideais. É importante ser independente, assim como você é. Veja só, eu fiquei viúva há 20 anos atrás e a minha geração acreditava que o casamento era o fim da vida. Casar era atingir o propósito máximo. Pensa só se minha vida tivesse acabado há 20 anos, quando meu marido faleceu?

– É verdade, né… a senhora é muito bem resolvida.

– E quer saber? Minha vida só começou aos 60.

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Os detalhes da casa de vovó da dona Madalena. 

Obrigada pelo chá e pelos livros emprestados, dona Madalena.

Realmente, eu e a senhora temos muito em comum.

 

A série “Tapa na cara” são diálogos reais que tive a oportunidade de ter com pessoas incríveis e que me trouxeram lições de vida importantes. O nome das pessoas é fictício e as histórias são reais. 

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Tapa na cara #1: Hora de vôo

Perdi a hora e perdi o vôo. Outras pessoas perderam o vôo. No vôo em que, finalmente, embarcamos, sentei-me na poltrona do corredor e ao meu lado, na poltrona do meio, sentou Natália, uma menina linda, loira, carioca, baixinha, magrinha, aparentemente da minha idade, sorriso perfeito, astral ótimo.

Falamos sobre trabalho, cidades, bairros, moradia, imóveis, amigos e amor. Ah, o amor. Sempre o amor. O amor é muito interessante de se falar, né?

– Sabe, eu sempre fui namoradeira. Atualmente estou ficando com um cara aí, faz uns 3 meses, mas não sei não. Ontem mesmo eu saí, cheguei tarde, mandei mensagem e até agora nada. Sei não.

– Ah, faz pouco tempo… você não sente que estão na mesma vibe?

– Olha, namorar é compartilhar. Compartilhar de tudo: coisas de trabalho, família, questões pessoais, medos, felicidades, planos, tudo. Eu compartilho os meus e ele compartilha os dele. Eu já tenho todas essas minhas questões muito complexas e, assim, agora, aos meus 27 anos, morando sozinha em São Paulo, tendo minha rotina super ocupada, família morando longe etc, para eu aceitar que outra pessoa compartilhe as questões dela comigo tem que valer muito a pena.

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Obrigada pelas ótimas conversas durante aquela uma hora de vôo, Natália.

 

A série “Tapa na cara” são diálogos reais que tive a oportunidade de ter com pessoas incríveis e que me trouxeram lições de vida importantes. O nome das pessoas é fictício e as histórias são reais. 

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Penso logo desisto

Eu ando incomodada com o mundo virtual. Estamos vivendo uma era caótica em que pessoas perderam a noção do real e do virtual. E mais, penso que os algoritmos perderam a noção do que fizeram/fazem com as nossas vidas, talvez não tenham noção do alcance doentio catastrófico que fizeram com a sociedade. É louco. Às vezes evito pensar nesse assunto porque desgraça a mente.

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Há uns 3 anos atrás rolou a moda fitness. Se você tinha conta no Instagram e não seguisse uma dieta low carb e praticasse o aeróbio em jejum diariamente, MELDELS, você estava fora da moda.

Daí teve a era foto de comida. Era um tal de taça lambuzada de Nutella, sorvete, palitinho crocante, farofa doce, que nojo, viu.

Sem contar a moda de look do dia que nunca morreu.

Agora o trendy é ter feed de viagem, pra mostrar pro mundo o quão desapegado e aventureiro e cheio de experiências você é. É fotinho do passaporte no aeroporto, fotinho na praia deserta com sorriso no rosto segurando o coco, fotinho com uma mochila nas costas no local turístico que todo mundo vai, blá. Estou dizendo tudo isso mas quero deixar claro que adoro viajar, ok? Me enquadro em todos esses rolês de turistão 100% e curto pra caramba.

Outra moda atual e que eu acho o máximo é a da decoração da casinha. Apartamentos que ganham identidade (e perfil próprio), plantas que são tratadas como gente, animais que ganham vida civil (e também conta com milhares de seguidores).

Penso e quase desisto: até que ponto as pessoas sentem prazer em se expor, sabe?

A real é que tô ficando velha e sem saco pra perfis e algoritmos. Ontem mesmo dei adeus pro Facebook.

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os 28 de Freud

Eu temia pela chegada dos 28.

Peço licença aos psicólogos que leem este humilde blog caso eu fale alguma merda.

Uma vez soube que Freud organizou os estudos dele por fases de sete anos: primeira infância dos zero aos 7 anos, depois adolescência dos 14 aos 21, fase “adulta-jovem” dos 21 aos 28 e fase “adulta-adulta” [?] dos 28 aos 35. Pois bem. Acho que entrei nessa tal fase adulta-adulta – desculpa a denominação tosca, sr. Freud. E, como é de se esperar de uma psique humana em constante evolução, para cada fase, um novo ciclo: muitas mudanças.

Os 28 começaram muito que bem. Uma enxurrada de oportunidades, pessoas novas ensinando coisas novas todo dia novo, bens materiais (por que não considerá-los aqui, afinal?), viagens ótimas, experiências incríveis, felicidade 128%. Bom.

De um tempo pra cá, parece que os 128% estão recalculando a rota para o destino Morro Abaixo.

Sei que é bad ficar reclamando da vida quando na verdade a gente deveria ser grato ao universo por tudo que acontece, sei que tem gente em condições piores, sei que tenho uma realidade privilegiada, sei que a gente coloca a régua lá em cima, sei que é uma fase, sei que tudo passa, sei sei sei. Mas olha, tá foda.

Acho que Freud tinha razão na teoria dos sete.

Os 28 vieram pra foder.

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tipo Furacão 2000

2018 começou tipo Furacão 2000: elas estão descontroladas.

Tem muita coisa legal acontecendo por aqui, mas ainda não posso falar a marca que tá patrocinando isso, RYSOS. Não tem marca nenhuma, não, gente, é só mandinga da minha cabeça mesmo. MAIS RYSOS.

Mas olha, uma das coisas que tem acontecido e que meu assessor me permite dizer – inclusive encho o peito de orgulho pra falar, é: que coisa do caralho é essa tal liberdade – tá liberado falar do Só Pra Contrariar?

A minha tour atual tem sido redescobrir coisas prazerosas para fazer, que por algum tempo acabei deixando de fazer ou então fazia acompanhada. Meus finais de semana tem sido full time dedicados a mim/euzinha: assisto a um filme bacana, coloco minhas leituras em dia, coloco os vídeos dos meus youtubers favoritos em dia também (millennial, né, mores?), saio para tomar um café delícia em algum lugar, encontro amigos que há tempos eu não via, tomo bons drinks, vou almoçar na casa de alguém, descubro música nova – como eu gostava de fazer isso, MELDELS!!1!1 Minha adolescência foi toda baseada em descobrir música nova nas comunidades do Orkut, nos MySpace da vida e compartilhar cazamiga. Por que caraglios eu parei de ser a freaking-buscadora-de-músicas? Eu não sei.

sozinha

Aliás, aproveitando o momento, olhem só as indicações ao Oscar Caneca meio Cheia de Janeiro:

– Filme: Lion – lindo, lindo, lindo! Tem no Netflix.

– Música/Álbum: New Found Glory – Sticks and Stones (álbum antigo, mas muito amor)

– YouTuber: tô amando os vídeos da Luisa Accorsi. Tão inteligente, fina, elegante e meiga que afe. ❤

– Livro: tô terminando a biografia da Rita Lee ainda, acreditam?

 

Além de tudo isso, voltei a me exercitar for real. Já to praticando uma rotina de treinos desde a última semana de Dezembro e ela consiste em: treinos funcionais, corrida e bike. Amo.

Ainda nessa vibe all by myself, nos próximos 5 dias passarei por uma experiência “meio única” na vida: vou viajar sozinha para o Rio de Janeiro. Meio única porque já viajei sozinha, claro, muitas vezes (vide as idas e vindas há 8 anos da casa dos meus pais no interior) e também já fui várias vezes para o Rio de Janeiro, mas não como agora. Sempre tive um motivo, lugar, coisa pra fazer, gente pra encontrar. Dessa vez vai ser total freestyle.

Um dia, à noite, deitada para dormir, estava pensando o que fazer nos tais 5 dias que caíram totalmente do céu e achei que tava na hora de um reset daqueles. No dia seguinte já estava com passagem comprada e hostel bookado.

Foi uma das decisões mais rápidas e mais acertadas que já fiz na vida.

rj

Bem vibes Dora Aventureira e é isso aí.

Se a viagem for sucesso, prometo que volto aqui e escrevo um post contando como foi a experiência. Se for flopada, melhor não, hahahahah.

2018, pode vir furacão que to 110% preparada. ❤

 

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Do chão não passa

Eu sempre chego na última semana do ano achando que foi o ano mais insano da vida, mais emoções à flor da pele impossível. Aí chega o próximo ano e percebo que foi tudo igual: mais intenso, mais caótico, mais insano, com mais emoções à flor da pele… ou seja, dá sempre pra melhorar ou piorar, depende do ponto de vista. Parafraseando minha migs querida do coração, Diana Stivelberg: “eu não consigo deixar de ser otimista.”.

É isto.

Esse ano foi insano, sim. Foi tempestade de verão combinada com vento noroeste.

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A vida estava lá seguindo nos conformes quando de repente o clima fechou com nuvem preta no céu e em instantes caiu aquele toró de alagar a viela, paralisar trem da CPTM e pegar todo mundo desprevenido sem guarda-chuva no passeio.

Eu questionei demais o fato de estar ~ficando velha~ mesmo me achando do comitê revolucionário ultrajovem. Inclusive, esse foi um tema recorrente nos meus posts daqui, sorry not sorry. E está sendo o deste post, vejam bem, huehue. 

Tive amigos (aos montes) casando, amigas grávidas, bebês (aos montes!!) nascendo, amigos mudando de emprego, amigos promovidos, amigos viajando o mundo e tudo que passava na minha cabeça era: “que caraglios estou fazendo da minha vida além de ganhar peso e tentar manter a mente sã? Geral tá aí seguindo o baile e eu recomeçando o baile aos 27 anos.”.

A real é: fodaci geral.

A gente vai percebendo que cada um tem seu tempo e a vida acontece para todo mundo.

No fim, acho que tatu do bem ser Peter Pan mesmo, sempre aparecem pessoas incríveis de onde a gente nem imaginava que vinham e que, se cair, do chão não passa.

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Dá uma raladinha, mas passa. Se passa, como passa. <3

Fechando 2017 com a frase de sempre, de todos os meus posts de ano novo porque sou apegadíssima no meu clichê (e fodaci geral): sem olhar para trás, feliz ano novo.

Besos e até 2018.  ❤

 

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