os 28 de Freud

Eu temia pela chegada dos 28.

Peço licença aos psicólogos que leem este humilde blog caso eu fale alguma merda.

Uma vez soube que Freud organizou os estudos dele por fases de sete anos: primeira infância dos zero aos 7 anos, depois adolescência dos 14 aos 21, fase “adulta-jovem” dos 21 aos 28 e fase “adulta-adulta” [?] dos 28 aos 35. Pois bem. Acho que entrei nessa tal fase adulta-adulta – desculpa a denominação tosca, sr. Freud. E, como é de se esperar de uma psique humana em constante evolução, para cada fase, um novo ciclo: muitas mudanças.

Os 28 começaram muito que bem. Uma enxurrada de oportunidades, pessoas novas ensinando coisas novas todo dia novo, bens materiais (por que não considerá-los aqui, afinal?), viagens ótimas, experiências incríveis, felicidade 128%. Bom.

De um tempo pra cá, parece que os 128% estão recalculando a rota para o destino Morro Abaixo.

Sei que é bad ficar reclamando da vida quando na verdade a gente deveria ser grato ao universo por tudo que acontece, sei que tem gente em condições piores, sei que tenho uma realidade privilegiada, sei que a gente coloca a régua lá em cima, sei que é uma fase, sei que tudo passa, sei sei sei. Mas olha, tá foda.

Acho que Freud tinha razão na teoria dos sete.

Os 28 vieram pra foder.

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tipo Furacão 2000

2018 começou tipo Furacão 2000: elas estão descontroladas.

Tem muita coisa legal acontecendo por aqui, mas ainda não posso falar a marca que tá patrocinando isso, RYSOS. Não tem marca nenhuma, não, gente, é só mandinga da minha cabeça mesmo. MAIS RYSOS.

Mas olha, uma das coisas que tem acontecido e que meu assessor me permite dizer – inclusive encho o peito de orgulho pra falar, é: que coisa do caralho é essa tal liberdade – tá liberado falar do Só Pra Contrariar?

A minha tour atual tem sido redescobrir coisas prazerosas para fazer, que por algum tempo acabei deixando de fazer ou então fazia acompanhada. Meus finais de semana tem sido full time dedicados a mim/euzinha: assisto a um filme bacana, coloco minhas leituras em dia, coloco os vídeos dos meus youtubers favoritos em dia também (millennial, né, mores?), saio para tomar um café delícia em algum lugar, encontro amigos que há tempos eu não via, tomo bons drinks, vou almoçar na casa de alguém, descubro música nova – como eu gostava de fazer isso, MELDELS!!1!1 Minha adolescência foi toda baseada em descobrir música nova nas comunidades do Orkut, nos MySpace da vida e compartilhar cazamiga. Por que caraglios eu parei de ser a freaking-buscadora-de-músicas? Eu não sei.

sozinha

Aliás, aproveitando o momento, olhem só as indicações ao Oscar Caneca meio Cheia de Janeiro:

– Filme: Lion – lindo, lindo, lindo! Tem no Netflix.

– Música/Álbum: New Found Glory – Sticks and Stones (álbum antigo, mas muito amor)

– YouTuber: tô amando os vídeos da Luisa Accorsi. Tão inteligente, fina, elegante e meiga que afe. ❤

– Livro: tô terminando a biografia da Rita Lee ainda, acreditam?

 

Além de tudo isso, voltei a me exercitar for real. Já to praticando uma rotina de treinos desde a última semana de Dezembro e ela consiste em: treinos funcionais, corrida e bike. Amo.

Ainda nessa vibe all by myself, nos próximos 5 dias passarei por uma experiência “meio única” na vida: vou viajar sozinha para o Rio de Janeiro. Meio única porque já viajei sozinha, claro, muitas vezes (vide as idas e vindas há 8 anos da casa dos meus pais no interior) e também já fui várias vezes para o Rio de Janeiro, mas não como agora. Sempre tive um motivo, lugar, coisa pra fazer, gente pra encontrar. Dessa vez vai ser total freestyle.

Um dia, à noite, deitada para dormir, estava pensando o que fazer nos tais 5 dias que caíram totalmente do céu e achei que tava na hora de um reset daqueles. No dia seguinte já estava com passagem comprada e hostel bookado.

Foi uma das decisões mais rápidas e mais acertadas que já fiz na vida.

rj

Bem vibes Dora Aventureira e é isso aí.

Se a viagem for sucesso, prometo que volto aqui e escrevo um post contando como foi a experiência. Se for flopada, melhor não, hahahahah.

2018, pode vir furacão que to 110% preparada. ❤

 

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Do chão não passa

Eu sempre chego na última semana do ano achando que foi o ano mais insano da vida, mais emoções à flor da pele impossível. Aí chega o próximo ano e percebo que foi tudo igual: mais intenso, mais caótico, mais insano, com mais emoções à flor da pele… ou seja, dá sempre pra melhorar ou piorar, depende do ponto de vista. Parafraseando minha migs querida do coração, Diana Stivelberg: “eu não consigo deixar de ser otimista.”.

É isto.

Esse ano foi insano, sim. Foi tempestade de verão combinada com vento noroeste.

storm

A vida estava lá seguindo nos conformes quando de repente o clima fechou com nuvem preta no céu e em instantes caiu aquele toró de alagar a viela, paralisar trem da CPTM e pegar todo mundo desprevenido sem guarda-chuva no passeio.

Eu questionei demais o fato de estar ~ficando velha~ mesmo me achando do comitê revolucionário ultrajovem. Inclusive, esse foi um tema recorrente nos meus posts daqui, sorry not sorry. E está sendo o deste post, vejam bem, huehue. 

Tive amigos (aos montes) casando, amigas grávidas, bebês (aos montes!!) nascendo, amigos mudando de emprego, amigos promovidos, amigos viajando o mundo e tudo que passava na minha cabeça era: “que caraglios estou fazendo da minha vida além de ganhar peso e tentar manter a mente sã? Geral tá aí seguindo o baile e eu recomeçando o baile aos 27 anos.”.

A real é: fodaci geral.

A gente vai percebendo que cada um tem seu tempo e a vida acontece para todo mundo.

No fim, acho que tatu do bem ser Peter Pan mesmo, sempre aparecem pessoas incríveis de onde a gente nem imaginava que vinham e que, se cair, do chão não passa.

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Dá uma raladinha, mas passa. Se passa, como passa. <3

Fechando 2017 com a frase de sempre, de todos os meus posts de ano novo porque sou apegadíssima no meu clichê (e fodaci geral): sem olhar para trás, feliz ano novo.

Besos e até 2018.  ❤

 

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Seguindo o baile

Já diria Lady Gaga (inclusive em uma das minhas músicas favoritas): It’s been a long time since I came around…

ladygaga

Acabou o BEDA e acabou o blog. Mentira. Não era a intenção, mas foi o que aconteceu.

Eu voltei de férias em setembro e voltei mergulhada de cabeça no trabalho. Gosto muito de trabalhar e isso tem consumido um bocado de tempo da minha vida, por isso o blog ficou abandonado. Precisamos melhorar nisso e não deixar vocês sem conteúdo por tanto tempo, ma bad.

Algumas coisas mudaram por aqui. Algumas coisas que não faziam sentido ficaram para trás, alguns ciclos se encerraram. Tenho vivido dias by my own e com eles tenho aprendido cada vez mais a curtir minha própria companhia: saio para comer algo, para tomar um café, para dar uma volta no shopping, para resolver alguma pendência de casa, para correr no parque, enfim… aquele famoso “seguindo o baile”.

Amadurecer é complicado, mas gratificante ao mesmo tempo.

Eu gosto dessa coisa de envelhecer, sabe? Sou zero apegada à aparência mais nova, tenho 27 anos e gosto de falar que tenho quase 28 (tá chegando, meu aniver é em fevereiro, oras) e cada vez mais estou próxima dos 30. Com muito orgulho. Deus me dibre vibes Adaline – inclusive, recomendo este filme.

adaline

Quando passei por essa situação quando era mais nova e parecia que era o fim da minha existência terrena. E nem foi. E nunca será. A vida sempre continua belíssima, com milhões de oportunidades, com novos ciclos que nos esperam.

Às vezes a gente se desespera um pouco, sofre um bocado, mas no final a gente também aprende que tudo tem seu tempo.

Não sei se esse post fez sentido pra alguém, só sei que eu precisava escrevê-lo.

Prometo voltar antes do próximo cometa Harley passar, tá?

 

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Mais que férias, vacations

O BEDA passou e foi sucesso e desde então não dei as caras por aqui, ces me perdoam. Chegou setembro, eu estava de férias e offline de praticamente tudo. Estou de volta.

De volta e falando das férias, pois sdds.

Eu nunca tinha tirado férias da forma como foram essas. Eu tirava férias no estágio, uns 15 dias, geralmente nos períodos de férias escolares e estava ótimo. Dessa vez eu tirei férias em agosto/setembro, tipo no meio do furacão rolando, as pessoas trabalham arduamente em agosto/setembro, gente. Eu me senti meio sem saber o que fazer parada ali de boas e todo mundo trabalhando. Estranho.

Em janeiro tá muito calor e todo mundo vive na praia e em julho tá muito frio e todo mundo vive em Campos do Jordão ou Monte Verde. Mais que tendência, trendy. Desculpa, tô muito apegada a essa piadinha.

Nos primeiros dias eu ainda vivi preocupada com as coisas do meu trabalho, pensava nas treta tudo de lá, mas depois de uns 4 ou 5 dias eu sosseguei e desliguei. Muito louco o ritmo que as coisas tomam e muito louco como a cabeça tem um tempo pra desapegar.

Fui pra casa dos meus pais, esqueci hora de dormir e de acordar, assisti Vikings no modo hard, ajudei minha mãe com o novo membro da família – um shitzu *fofo demais com apenas 3 meses pelinho fino dentinho afiado que saltita quando corre*, curti os cachorros, separei as tretas dos cachorros, reguei as plantas do jardim, corri quando deu vontade, comi tudo que me deu vontade, bebi com os meus amigos, conversei sobre a vida, fiz uma mini reforma na sala (em breve escreverei um post só disso), foi lindo.

vacations

Tão lindo o fusquinha enfiado nas planta // Café e pão na chapa, sem hora pra acordar, sem hora pra ser feliz // Descanso pós-piscina-pós-almoço // Choque de água gelada nos pés que correram 4k no asfalto quente // Os cachorros se conhecendo // Rede again.

triskinho

Olhem mais esse cachorro!

Eu nunca tinha notado o quão importante é descansar a mente. É quase que um momento de meditação prolongada por alguns dias, um reset no sistema. Necessário. Muito necessário.

Fiquei reflexiva sobre as pessoas que nunca tiram férias, ou porque precisam de dinheiro e vendem as férias – nesse caso acho que cada um sabe onde o calo aperta – ou porque a empresa não libera – nesse caso é melhor nem comentar.

A lição que levo depois dos 20 dias off é: pessoas, tirem férias. Saiam da bolha, descansem a mente, descansem o corpo, viajem para algum lugar bacana, conversem com amigos, façam o que der na telha.

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BEDA flawless // BEDA #31

Acabou Agosto, acabou o BEDA. o/

Quando descobri o BEDA e entendi o desafio, eu duvidei que ia conseguir postar até o final. Juro. Um dos pensamentos mais recorrentes na minha mente maldita era: “ah, tranquilo… se não rolar você para de postar. O blog é seu você faz dele o que quiser”. Mas não. Postei os 31 infinitos dias de agosto.

bolt

Nesses 31 dias, tive muitos aprendizados e recompensas maravilhosas. Tão bom fazer algo que a gente gosta. Olhem só.

1. Entendi e aprendi a usar melhor o SEO 

SEO era um bicho de sete cabeças para mim. Sabia que era importante, via as coisas acontecendo (aka pessoas chegando até meu blog), mas não entendi bem o porquê. Pesquisei sobre títulos, metadados, palavras-chave, organizei as páginas internas do blog, categorias, tags, arrumei uns posts antigos e hoje acho que tô melhorzinha nisso, hehe.

2. Me aventurei mais no PhotoShop

O PhotoShop para mim é um bicho de 78 cabeças, sério. Eu tenho ~noções~ de imagem, mas mexendo em ferramentas beeeem menos complexas, mas também que entregam beeeem menos qualidade do que se feito no PhotoShop, hahaha. O BEDA me fez tirar algumas fotos para divulgar os posts no Instagram, tratei as fotos, fiz montagens para postar aqui, enfim. 🙂

3. Descobri gifs e memes incríveis

Afinal de contas, foi uma experiência incrível para alimentar minha pasta que cultivo com muito amor e carinho.

shampoo

esse gif apareceu em 2 posts então significa que significa

4. Escrevi sobre temas mais sérios, mas também escrevi sobre vários nada

Dos temas “sérios”, coloco aqui dois posts úteis: um foi sobre café moído na hora e outro foi sobre shampoos. Dos vários nada, fiz um post sobre meus dias ué.

5. O post mais visto do BEDA

Foi aquele sobre FoMO – Fear of Missing Out, com tweets antigos do Neymar. A internet é maravilhosa, mas ao mesmo tempo desgraça nossa vida, né? :~

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6. Conheci blogs incríveis

Um dos intuitos em escrever pro BEDA, foi o de conhecer blogs do jeito que eu gosto. A blogueiragem do jeitinho antigo, sabe? Antigamente era tão legal quando os blogs eram queridos diários. Descobri blogueiras incríveis, das quais me tornei leitora assídua. Indico para vocês:

7. Recebi comentários de leitores maravilhosos

Own, vocês! ❤

O BEDA foi uma experiência muito bacana, a Roberta de 15 anos ficou muito feliz em escrever “querido diário” para vocês esse mês. A Roberta de 27 prometo não abandonar esse cantinho que eu tanto gosta por tanto tempo, tá? Ela também disse que vai levar o hábito de postar frequentemente como medalha de honra ao mérito por ter participado desse projeto, eheh.

Obrigada pelo carinho de sempre!

 

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Infográficos do café // BEDA #30

Aloka do café chegou de novo! o/

Gosto demais da bebida, compro grãos especiais (me recuso a falar “gourmet” pois ô palavra viralizada uó), moo (como fala moer na primeira pessoa do singular no presente do indicativo?) a quantidade de grãos que vou consumir na hora, preparo minha dose pela manhã e VRAU! Pronta pra viver!

Tenho uma pasta no Pinterest só com referências sobre café. Quem quiser dar uma olhada, é só clicar aqui.

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Fiquei dando uma olhada nesses infográficos e me dei conta de que diminuí o consumo da cafeína naturalmente agora nas férias. O fato de não trabalhar me dá a sensação (meio que inconsciente) de que não preciso estar sempre alerta e posso curtir a vida com mais calma.

Isso poderia acontecer de segunda à sexta, durante 11 meses do ano, né?

Sonho meu.

 

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