Aventure-se!

De volta ao ar! E ruflem os tambores que 2015 começou!
Como alguns de vocês notaram, o blog passou por um recesso no final do ano. Nada de extraordinário, foi uma fase pesada de final de faculdade combinada com cansaço do ano + confraternizações intensas, tudo isso somado à falta de tempo, enfim…
31 de dezembro e não consegui criar uma lista (ou um post decente) de metas a serem cumpridas no próximo ano, como de praxe em todo Ano Novo. Comecei o ano com uma folha em branco no cérebro e uma paz imensa no coração.
No último dia do ano decidi que a última corrida de 2014 seria diferente de tudo que eu já tinha feito, seria às 5:30 da manhã, ao nascer do sol, sozinha, deixando as coisas ruins para trás e pensando em tudo de bom que aconteceu, para me recarregar de boas energias e entrar em 2015 com o pé direito. No meio dessa atividade toda, ainda tive o presente da natureza ao meu lado: o nascer do sol. Foi de encher os olhos.
Uma das cenas mais lindas que já vi na vida. 
Pensando em tudo que aconteceu, sem pestanejar, foi um ano divisor de águas e pra lá de intenso, nos mais diversos nichos: família, faculdade, amadurecimento pessoal, emagrecimento (essa parte vocês acompanharam por aqui, <3), encerramento de ciclos, pessoas difíceis, pessoas que foram deixadas para lá, pessoas que chegaram para ficar, todo tipo de pessoa etc, hahaha.
Foi um ano de muito autoconhecimento, sem dúvida. Conheci uma Roberta que em quase 25 anos de existência eu não sabia que existia. Uma Roberta mais determinada do que nunca na vida, que traçou objetivos e cumpriu – e cumpre até hoje – as tarefas para atingi-los. Espero que essa Roberta que conheci seja uma daquelas pessoas que chegaram para ficar. Para sempre. Em tudo.
A convivência com essa Roberta foi se dando aos poucos, de forma gradual, lenta, assim como em toda e qualquer relação interpessoal. No começo foi difícil. Ela tinha muitos medos, era insegura e inexperiente. Hoje em dia posso dizer que convivo com uma faceta mais destemida e encorajada dela.
Ela tinha o sonho de correr. Deslumbrava-se quando via alguém “aguentando” correr 30 minutos sem parar. Uma hora correndo ininterruptamente, então? Era coisa de atleta! Depois de quase um ano de mudanças drásticas no estilo de vida, quem corre uma hora ininterruptamente, mas está longe de ser atleta, é a Roberta.
E o melhor: a Roberta me ensinou a ser corajosa e ter espírito aventureiro.
O ano mal começou e eu já decidi que seria diferente, eu queria mais, a sede de fazer algo inusitado estava latente em mim. Decidi que correria até praias afastadas da “parte asfaltada e civilizada” do litoral. Quando que no meio das férias, no maior do conforto do sono da tarde, eu resolveria calçar um par de tênis e sair correndo morro adentro?
On the road: nublado, mas ainda lindo.
O cenário que compensa todo e qualquer esforço.
Foi uma experiência diferente e incrível. Estar em contato pleno com a natureza era um valor que eu não tinha, por falta de vontade mesmo, mas que testei me aventurar nisso e adorei.
Aos poucos a máxima: “a felicidade está nas coisas simples da vida” passa a fazer sentido para mim. E que assim seja.
Vem com tudo, 2015! Que as oportunidades batam à porta e que outras Robertas me mostrem os lados bons da vida, com espírito aventureiro e que experiências sejam vivenciadas para guardar com carinho na memória.
Sem olhar para trás, feliz ano novo.
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