Buscando a medalha com Natália Puente – O GRAN FINALE! Os tão esperados 21k.

Para quem está chegando agora e também para aqueles que já vem acompanhando, neste último mês fizemos uma saga com a Natália, relatando como foi toda a rotina de treinos e alimentação dela focados na meia maratona.

Confira aqui os posts passados:

A meia maratona aconteceu neste final de semana que passou, aqui em São Paulo, a primeira meia maratona da América Latina só para mulheres. Foi a W21k Asics.

Essa semana que passou os treinos foram um pouco mais moderados, por conta da corrida que a Natália participou no outro final de semana, a Night Run, como vocês viram no post da semana passada.
Por conta do revezamento e do volume grande de corridas que a Natália participou esses tempos, a lesão na perna dela começou a dar sinal de vida. Com treinos moderados, muita compressa de gelo e massagem ela foi levando a semana.
Sexta e sábado foram dias de descanso para a tão esperada maratona que aconteceria domingo. Poupar também é preciso! 😉


A partir de quinta-feira, ou seja, 3 dias antes da meia maratona, a Natália começou a inserir uma quantidade extra de carboidratos na dieta. É praxe dos corredores fazer esse protocolo alguns dias antes para dar um suporte energético maior na hora da corrida.

 

  • Almoço: sempre uma salada (que por sinal, as saladas das marmitas da Natália são sempre lindas, né? hahaha), acompanhada de macarrão, ou carne com batata, ou arroz.
  • Lanche da tarde: lanche de pão integral (coisa que ela não faz na “vida normal”) e creme de abacate.
No dia anterior (sábado), rolou um café da manhã com frutas e ovos, suco verde e jantinha básica com salada, batata, arroz e frango. E no café da manhã do domingo (dia da corrida), ela comeu mingau de aveia com whey. Depois da corrida, whey protein. 

Na noite que antecedia a meia maratona, o kit estava todo preparado. Preciso dizer que achei linda a combinação de cores, muito inspirador para uma corrida feminina, né? 🙂

A chegada no local da corrida e fotos antes de começar!

E foi dada a largada… meu ofício de blogueira, amiga e conselheira fica por aqui, quem assume o jogo de agora em diante é a nossa querida MEIA MARATONISTA! 

Eu não sei ao certo como começar falando da prova, falando dessa conquista e há um mês, tudo que eu queria era que chegasse a hora de escrever esse post!!!

Lembro muito bem quando vi o pessoal do nosso grupo se preparando para a meia maratona do Rio e eu pensei e comentei com algumas pessoas que um dia eu iria chegar a essa quilometragem. Passou um tempo e ouvi o professor comentando com algumas pessoas o quanto essa prova seria bonita, perguntei se eu agüentaria, ele disse que sim, aí me joguei nos treinos (mesmo sem ter muita ideia do quão grandiosa seria essa prova), masssss tudo se intensificou depois da minha entrevista no Magra Chique e da parceria com a Roberta. O negócio começou a ficar mais sério e minha dedicação e responsabilidade só aumentaram, até mesmo porque, foi quando me assumi como ex gorda, e (por incrível que pareça) me deu uma liberdade absurda.

Durante esse mês que acompanhamos minha preparação, minha ansiedade era enorme, principalmente por conta da minha lesão na perna. Achava que um dia antes não ia conseguir dormir, enfim, pintei um elefante branco na minha cabeça, mas por incrível que pareça estava extremamente calma e tranquila: dormi bem, comi bem e cuidei da perna.

Enfim chegou o dia! Entrei no carro, olhei para o meu marido e disse: ‘daqui há algumas horas, serei uma meia maratonista’. Ele riu e deu um beijo carinhoso na minha mão. Saímos de casa com antecedência e fui quieta, porque aí sim a ansiedade já tinha batido (e a dor de barriga também). Ninguém é de ferro né, Brasew??? 

Foi a primeira prova que fiz sem meu marido também, então, tinha uma pontinha a mais de insegurança.

A prova começou, fui para a largada, me despedi dele e, como foi uma prova só para mulheres, foi lindo ver vários maridos do lado de fora da grade, fotografando suas esposas, torcendo, aplaudindo! Soltaram as bexigas e a prova começou! 



Na minha cabeça, neste momento, a única coisa que eu pensava é que não podia correr forte no começo, segurei e os 10km iniciais e foram muito tranqüilos. Cheguei no 11km e aí a cabeça começou a pesar, pensei ‘cheguei no meio da prova, e agora?’. Fiz muita força para mudar meu pensamento e segui o conselho de uma amiga ‘correr com o coração’, me distrai e passou. Um dos meus maiores medos era em que eu ia pensar durante duas horas correndo, mas a coisa flui, vc escuta sua respiração, escuta as pessoas ao lado, fala bom dia pra todo mundo, escuta conversas, dá risada e o tempo passa. Pra minha surpresa (não vou saber ao certo agora em qual km) tinha uma bateria tocando um puta de um sambão e essa energia de bateria é uma coisa que me contagia! Minha vontade foi de parar e dar uma sambadinha brincando (como muitas fizeram), mas achei melhor poupar energia, que neste momento da prova, já não estava sobrando, mas tive força de passar aplaudindo e gritando para a bateria!!!

O negócio começou a pegar mesmo no km 17. Já estava cansada, com muita sede, muita vontade de fazer xixi, já estava com o nó preso na garganta e com o choro querendo sair quando comecei a escutar mentalmente meu professor gritando na beira da pista: “vamooo Nataliaa!! Vai buscar!!”, pensei no meu marido me esperando, pensei na Roberta, no blog, na minha mãe que pediu para eu não ficar nervosa senão os músculos iam ficar contraídos (<3), e no meu pai, que está orgulhoso de mim em outro plano e a cada momento que pensava em andar ou parar, era um deles que vinha na minha cabeça para me puxar pela mão!

Quando escutei uma das moças da organização falando: “parabéns pela prova, faltam só 2km”, comecei a fazer conta de quantas voltas eram na pista de onde a gente treina para ver que de fato, faltava muito pouco! 

Enfim, vi a placa do km20, a primeira coisa que veio da minha cabeça foi o “não desiste, Fábio!!” do post da Talita. Levantei a cabeça e segui. Faltando 800m vi uma moça começando a andar e escutei ela chorando, ela me olhou e falou: “tá faltando o ar!”, diminui o ritmo e disse: “é a emoção, tá chegando, respira fundo e continua!”, vi que ela continuou e eu segui! Engoli o choro para poder continuar respirando e a hora que fiz a curva, entrei na pista de atletismo, vi a placa 200m meu coração, meu corpo foi tomado por uma onda de emoção sem fim. 

Olhei procurando meu marido e só escutei a voz dele “VAMO NATALIAAA!!!”, aí minhas pernas tiraram força de onde não tinham, corri, cruzei a linha de chegada, me ajoelhei agradeci a Deus e chorei, chorei muitooo!! As meninas me abraçaram, parabenizaram e eu não conseguia falar nada! Corri para o braço do meu marido que também já estava em prantos e a única coisa que eu consegui falar foi: EU CONSEGUI. 


Chorei por ter sido um desafio pessoal, por ter deixado de ser obesa há dois anos, com bronquite e sem conseguir correr 30 segundos, chorei com a certeza no meu coração de que amo esse estilo de vida e amo correr!!!

A festa foi linda demais, a emoção de encarar algo tão grandioso é fantástica! Desafie-se e acredite, todos somos capazes!!!

E a perna? Não senti uma única dor durante a prova inteira. Não senti cansaço muscular, apenas a falta de energia em alguns momentos, não senti falta de ar de bronquite, só a dificuldade devido ao ar quente (estava muito calor),  não senti pontadas (que normalmente sinto quando uso carbo gel). A única coisa que senti foi a adrenalina correndo nas minhas veias e o amor fazendo pulsar meu coração!!!!”.

E sim, buscamos e medalha durante esse mês todo e olhem só quem chegou.

Já disse em comentários em todas as redes sociais, mas nunca é demais dizer: Parabéns, Natália! Estamos todos muito orgulhosos de você, pode ter certeza. Além de ter se tornado uma amiga, graças ao blog e a ideia do seu irmão de nos apresentar, você é alguém que eu tenho para me espelhar e me inspirar, já que temos histórias de vida tão parecidas. E se Deus quiser, um dia correremos nossa meia maratona juntas.

Um beijo!
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