Do chão não passa

Eu sempre chego na última semana do ano achando que foi o ano mais insano da vida, mais emoções à flor da pele impossível. Aí chega o próximo ano e percebo que foi tudo igual: mais intenso, mais caótico, mais insano, com mais emoções à flor da pele… ou seja, dá sempre pra melhorar ou piorar, depende do ponto de vista. Parafraseando minha migs querida do coração, Diana Stivelberg: “eu não consigo deixar de ser otimista.”.

É isto.

Esse ano foi insano, sim. Foi tempestade de verão combinada com vento noroeste.

storm

A vida estava lá seguindo nos conformes quando de repente o clima fechou com nuvem preta no céu e em instantes caiu aquele toró de alagar a viela, paralisar trem da CPTM e pegar todo mundo desprevenido sem guarda-chuva no passeio.

Eu questionei demais o fato de estar ~ficando velha~ mesmo me achando do comitê revolucionário ultrajovem. Inclusive, esse foi um tema recorrente nos meus posts daqui, sorry not sorry. E está sendo o deste post, vejam bem, huehue. 

Tive amigos (aos montes) casando, amigas grávidas, bebês (aos montes!!) nascendo, amigos mudando de emprego, amigos promovidos, amigos viajando o mundo e tudo que passava na minha cabeça era: “que caraglios estou fazendo da minha vida além de ganhar peso e tentar manter a mente sã? Geral tá aí seguindo o baile e eu recomeçando o baile aos 27 anos.”.

A real é: fodaci geral.

A gente vai percebendo que cada um tem seu tempo e a vida acontece para todo mundo.

No fim, acho que tatu do bem ser Peter Pan mesmo, sempre aparecem pessoas incríveis de onde a gente nem imaginava que vinham e que, se cair, do chão não passa.

falldown

Dá uma raladinha, mas passa. Se passa, como passa. <3

Fechando 2017 com a frase de sempre, de todos os meus posts de ano novo porque sou apegadíssima no meu clichê (e fodaci geral): sem olhar para trás, feliz ano novo.

Besos e até 2018.  ❤

 

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Seguindo o baile

Já diria Lady Gaga (inclusive em uma das minhas músicas favoritas): It’s been a long time since I came around…

ladygaga

Acabou o BEDA e acabou o blog. Mentira. Não era a intenção, mas foi o que aconteceu.

Eu voltei de férias em setembro e voltei mergulhada de cabeça no trabalho. Gosto muito de trabalhar e isso tem consumido um bocado de tempo da minha vida, por isso o blog ficou abandonado. Precisamos melhorar nisso e não deixar vocês sem conteúdo por tanto tempo, ma bad.

Algumas coisas mudaram por aqui. Algumas coisas que não faziam sentido ficaram para trás, alguns ciclos se encerraram. Tenho vivido dias by my own e com eles tenho aprendido cada vez mais a curtir minha própria companhia: saio para comer algo, para tomar um café, para dar uma volta no shopping, para resolver alguma pendência de casa, para correr no parque, enfim… aquele famoso “seguindo o baile”.

Amadurecer é complicado, mas gratificante ao mesmo tempo.

Eu gosto dessa coisa de envelhecer, sabe? Sou zero apegada à aparência mais nova, tenho 27 anos e gosto de falar que tenho quase 28 (tá chegando, meu aniver é em fevereiro, oras) e cada vez mais estou próxima dos 30. Com muito orgulho. Deus me dibre vibes Adaline – inclusive, recomendo este filme.

adaline

Quando passei por essa situação quando era mais nova e parecia que era o fim da minha existência terrena. E nem foi. E nunca será. A vida sempre continua belíssima, com milhões de oportunidades, com novos ciclos que nos esperam.

Às vezes a gente se desespera um pouco, sofre um bocado, mas no final a gente também aprende que tudo tem seu tempo.

Não sei se esse post fez sentido pra alguém, só sei que eu precisava escrevê-lo.

Prometo voltar antes do próximo cometa Harley passar, tá?

 

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Mais que férias, vacations

O BEDA passou e foi sucesso e desde então não dei as caras por aqui, ces me perdoam. Chegou setembro, eu estava de férias e offline de praticamente tudo. Estou de volta.

De volta e falando das férias, pois sdds.

Eu nunca tinha tirado férias da forma como foram essas. Eu tirava férias no estágio, uns 15 dias, geralmente nos períodos de férias escolares e estava ótimo. Dessa vez eu tirei férias em agosto/setembro, tipo no meio do furacão rolando, as pessoas trabalham arduamente em agosto/setembro, gente. Eu me senti meio sem saber o que fazer parada ali de boas e todo mundo trabalhando. Estranho.

Em janeiro tá muito calor e todo mundo vive na praia e em julho tá muito frio e todo mundo vive em Campos do Jordão ou Monte Verde. Mais que tendência, trendy. Desculpa, tô muito apegada a essa piadinha.

Nos primeiros dias eu ainda vivi preocupada com as coisas do meu trabalho, pensava nas treta tudo de lá, mas depois de uns 4 ou 5 dias eu sosseguei e desliguei. Muito louco o ritmo que as coisas tomam e muito louco como a cabeça tem um tempo pra desapegar.

Fui pra casa dos meus pais, esqueci hora de dormir e de acordar, assisti Vikings no modo hard, ajudei minha mãe com o novo membro da família – um shitzu *fofo demais com apenas 3 meses pelinho fino dentinho afiado que saltita quando corre*, curti os cachorros, separei as tretas dos cachorros, reguei as plantas do jardim, corri quando deu vontade, comi tudo que me deu vontade, bebi com os meus amigos, conversei sobre a vida, fiz uma mini reforma na sala (em breve escreverei um post só disso), foi lindo.

vacations

Tão lindo o fusquinha enfiado nas planta // Café e pão na chapa, sem hora pra acordar, sem hora pra ser feliz // Descanso pós-piscina-pós-almoço // Choque de água gelada nos pés que correram 4k no asfalto quente // Os cachorros se conhecendo // Rede again.

triskinho

Olhem mais esse cachorro!

Eu nunca tinha notado o quão importante é descansar a mente. É quase que um momento de meditação prolongada por alguns dias, um reset no sistema. Necessário. Muito necessário.

Fiquei reflexiva sobre as pessoas que nunca tiram férias, ou porque precisam de dinheiro e vendem as férias – nesse caso acho que cada um sabe onde o calo aperta – ou porque a empresa não libera – nesse caso é melhor nem comentar.

A lição que levo depois dos 20 dias off é: pessoas, tirem férias. Saiam da bolha, descansem a mente, descansem o corpo, viajem para algum lugar bacana, conversem com amigos, façam o que der na telha.

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