Uma letra que muda tudo

Hoje eu questionei meu namorado sobre colocar ou não um chaveiro na chave do carro e a resposta dele foi: “porque eu carrego minhas coisas no bolso e você carrega na bolsa.”

Pensando nessa mínima diferença  de UMA letra, fiz essa imagem representando o que eu carrego na bolsa e o que o meu namorado carrega:

bolsa4

Mulheres e suas complexidades… 

1. Celular: quem vive sem?
2. Maquiagem: necessário. No mínimo uma máscara de cílios.
3. Creme para as mãos porque é ruim a sensação de pele seca.
4. Álcool gel porque é bom ter higiene, né? Hahaha
5. Chaves: todo e qualquer ser humano tem.
6. Caderninho e caneta: eu adoro e não abro mão!
7. Óculos de sol porque além de proteger do sol, o acessório nos deixa lindas! Hahaha

Por que TANTA coisa? hahahah e o pior de tudo é: nós PRECISAMOS de tudo isso, todos os dias.

Tão corriqueiro e ao mesmo tempo tão óbvio!

Algum boy aí carrega coisas demais ou alguma menina carrega coisas de menos? 

:*

 

 

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Sobre ser e parecer ser

Parece-me desnecessário ter que dizer em legenda de fotos no Instagram que “hoje foi dia ruim” e pessoas se espantarem com essa afirmação. Todo e qualquer ser humano que habita este planeta tem dias ruins, seja ele quem for. Somos humanos, não máquinas.
Acontece que nesse mundo de relações via redes sociais as pessoas parece que perderam a essência humana e viraram verdadeiras máquinas de esbanjar felicidade, beleza, riqueza e bem estar.
Certa vez me disseram que para eu “crescer” na internet eu tinha que fazer muito mais, mostrar muito mais resultado, pois perfis de pessoas que perderam peso existe aos montes. Oi? Posso ser quem eu sou? Do meu jeito, de acordo com a minha realidade?
É justamente esse o modo de vida “parecer ser”. É família perfeita, é roupa linda, é barriga trincada, é parceria com fulano de tal, é felicidade full time. Eu não gosto de parecer ser alguém, parecer que faço tal coisa, eu simplesmente SOU e FAÇO tudo que está ao meu alcance.
Eu acordo mal humorada, eu morro de preguiça de treinar (principalmente nesse friozinho que vem chegando), eu como pão com manteiga e coca cola quando me dá na telha e assim vou vivendo satisfeita, SENDO E FAZENDO o que me faz feliz.
Que tal vivermos nossos dias bons e os ruins, sem ter que aparecer ao mundo em meras fotos e legendas como esbanjadores de felicidade suprema? Se até o cabelo tem dia torto, por que pessoas não teriam?
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Miojo x Maçã: publicidade abusiva ou incentivo ao consumo?

Hoje vim falar de um assunto um pouco mais teórico, que foi justamente o tema que escolhi para defender no meu trabalho de conclusão de curso: “Publicidade abusiva na veiculação de gêneros alimentícios destinada à criança no Brasil”.
 
Aproveitei a minha formação jurídica e as informações que vivo cercada por conta de blog e vida fitness em geral para elaborar um estudo sobre alimentos, publicidade e criança. 🙂
Deixando de lado os nutrientes e o caráter nada compatível com a alimentação saudável, o fato é que compramos miojo da Mônica porque acreditamos piamente que ele é mais gostoso que outros miojos.
Além disso, depois de andar pelo supermercado inteiro e fazer as compras, ao chegarmos no caixa ainda somos bombardeados por coisinhas coloridas de todas as espécies & gêneros, como o pirulito do Ben 10, a bala de coração da Barbie, a goma de mascar do Bob Esponja, o stick azedinho do macaco, o ursinho de gelatina na embalagem azul para garotos, o ursinho de gelatina na embalagem rosa para meninas e por aí vai. É marketing instantâneo, colocado ali estrategicamente consumirmos sem nem pensar.
Fonte: Google. 
Em consonância com a edição do Guia Alimentar pelo Ministério da Saúde, no qual se criou uma nova apresentação da pirâmide alimentar clássica (essa daqui!), o Guia elencou os alimentos em uma ordem diversa, ordem prioritária que se deve consumir os alimentos visando à alimentação saudável, vindo em primeiro lugar os alimentos in natura (frutas, legumes e verduras), em segundo os alimentos minimamente processados (grãos e ervas) e por fim os alimentos ultraprocessados (embutidos, frituras e alimentos congelados/semi prontos).
Dentre os alimentos ultraprocessados compreendem-se as “carnes” congeladas, como hambúrgueres e nuggets. Nem preciso dizer que a turminha toda aparece em peso nos ultraprocessados também, né?
Em abril de 2014, o CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), editou a Resolução 163, na qual se considera publicidade abusiva – segundo o conceito do Código de Defesa do Consumidor – toda veiculação que faz uso de personagens, cores, formas, animações, vozes infantis, sons, efeitos especiais, linguagem infantil, promoções com competições, promoções com brindes colecionáveis e todos os meios utilizados na atividade mercadológica para persuadir a criança a consumir determinados produtos.
Difícil missão, não? Tudo que pensamos que existe no mercado voltado à criança tem algum personagem, cor ou algo que remeta ao mundo infantil na embalagem.
Voltando à questão dos alimentos, existe uma questão polêmica: ok, é certo que alimentos ricos em sódio, açúcar, gordura e aditivos químicos não são saudáveis para ninguém. Mas e as frutas, verduras e legumes com embalagens infantis, como a maçã e a cenourinha da Mônica? 
Pela Resolução 163/14, nenhuma embalagem pode conter personagens, seja o alimento saudável ou não. No entanto, a grande questão fundamental por trás disso tudo é mostrar para as crianças a importância de consumir certos alimentos independente da forma como ele é vendido. A maçã da Mônica é a maçã fuji, a mesma vendida nas feiras livres e nos hortifrutis.
É inegável que a influência de personagens tão queridos por todas as crianças e pelos adultos (que cresceram lendo gibis da Turma da Mônica) é enorme e incentiva o consumo, seja de miojo, seja de maçã. Logo, seria então viável que frutas e legumes fossem apresentados ao mercado com esse apelo?
Sobre essa questão controversa, a minha opinião é a seguinte: não faz parte da atividade publicitária e mercadológica ensinar hábitos saudáveis às crianças, que crescem vendo e consumindo tudo rico em sódio, açúcar e gordura que existe no mercado, apresentando, consequentemente, quadros de obesidade infantil, bem como obesidade na fase adulta. Esse papel é da educação. Seria ideal que existisse na educação infantil alguma formação destinada à conscientização sobre alimentação saudável, sobre valores nutricionais dos alimentos e sobre o que cada grupo alimentar representa, mas infelizmente isso ainda não acontece no Brasil. São políticas sociais distintas que deveriam unir os esforços e trabalhar juntas.
Assim, essa função é remetida aos pais, de quem se espera que tenha bom senso e pregue a boa alimentação no dia-a-dia em casa, evitando ao máximo oferecer/comprar essas tentações bombásticas das prateleiras coloridas.

E como fica a indústria alimentícia nesse caso? De novo, na minha opinião: já que a Resolução 163/14 é clara ao proibir tais artifícios na veiculação de produtos infantis, se o miojo não pode, a maçã também não pode. Igualdade de gêneros alimentícios! rs

É uma questão polêmica e bem recente, que ainda não encontrou uma forma uniforme e efetiva de apresentar os produtos e serviços ao mercado de consumo infantil.

Esse assunto é muito amplo e dá para explorar N coisas… se for do interesse de vocês, posso escrever mais sobre o tema. 🙂
Espero que tenham gostado!
Um beijo!
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