Multifacetado

Qual tipo de orgulho você pratica?

Hoje estive pensando sobre o que é orgulho, se eu seria uma pessoa horrível se fosse (muito) orgulhosa, o quanto é uma quantidade razoável de orgulho para se ter e como as pessoas orgulhosas lidam com isso. Eu sei, minhas noias vão longe. 

A primeira coisa que me vem à mente é um sentimento pesado, coisa de gente cabeça dura, teimosa, às vezes até arrogante. Também me vem à mente o medo de fracassar, a necessidade de ser invencível. Mas, também consigo pensar na imagem de um vencedor, de gente que bate no peito e admira seus próprios feitos.

Não consigo chegar a uma conclusão ímpar sobre o significado de orgulho.

Para mim, emoções são complexas e não tem uma só versão. O nosso desafio desde o momento em que colocamos o pé fora da cama todos os dias é descobrir novas versões das coisas. Coisas que nos fazem refletir, amadurecer e desvendar facetas. Vivemos dias-prisma, tipo diamantes, com inúmeras facetas, ângulos e brilhos diferentes.

Imagina que dificuldade seria viver dias-moeda, em que só haveria a opção de ser cara ou coroa?

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Acho que não existe uma pessoa com 0% orgulhosa, assim como não existe alguém 0% triste, ou 0% egoísta, ou 0% arrogante, ou 0% qualquer outro sentimento “ruim”. O lago negro (<3) é preciso. Os 27 anos tem sido bem didáticos me ensinando o quão dark side podemos ser.

Às vezes rola um medo de fracassar e ter que voltar atrás de um monte de coisa que decidi/conquistei e aí bate um orgulho chatinho de lidar; ao mesmo tempo que rola um bem-estar enorme por eu estar simplesmente bem e satisfeita com quem eu sou e onde estou. E aí, de novo, bate outro orgulhinho – esse mais agradável.

Para mim, life is it, baby: lidar com as multifacetas, contornar as situações com os diversos ângulos e colocar seu brilho em tudo que estiver ao seu alcance.

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Queridos “Conhecidos”…

Hoje resolvi organizar meus amigos do Facebook.

É louco pensar que amigos se resumem numa lista, como se fosse um grande balaio de gente aleatória e que, por algum motivo, a gente precisa organizá-los.

O meu motivo basicamente foi: “WTF essa pessoa que eu mal conheço e não considero pacas está curtindo minhas fotos e meus posts com divagações malucas sobre a vida?”

Pois bem. Resolvi ajeitar a tal da lista de “Conhecidos”* e descobri que consigo ocultar certas ~informações involuntárias~ dos tais “Conhecidos”, como aniversário, fotos em que fui marcada, posts de terceiros etc. Involuntárias porque essas coisas brotam nos nossos perfis, afinal.

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Durante esse exercício de rolar a lista de amigos e classificá-los como “Conhecidos”, comecei a pensar o quão presente/importante cada uma daquelas pessoas foram na minha vida e por quais motivos elas não são mais hoje. A ponto de merecer ser classificada como “conhecida”, e pior, merecer não ter acesso às fotos e posts e acompanhar os acontecimentos da minha amazing life. Assim, sem dó, nem piedade.

O balaio de gente “conhecida” é real: tem pessoas de ex-empregos, pessoas da faculdade, pessoas que conheci em cursos por aí, pessoas que convivi durante 3 dias em alguma viagem, pessoas sem o menor sentido de estarem dentre os amigos do Facebook – esses últimos eu nem preciso dizer que a dó e a piedade passaram longe e eu cliquei logo no “Unfriend”.tim-maia

Acho que essa triagem toda só é mais uma, dentre muitas outras coisas, que constata que estou ficando velha. Quando a gente é adolescente a gente quer mais é que os quatro cantos do mundo saibam o que estamos fazendo, quem são nossos amigos, quais são os lugares que frequentamos. Eu, no auge dos meus 26, “o que eu quero é sossego”, já dizia Tim Maia. Além de sossego também quero que só quem é querido saiba sobre meus passos online.

Se você é mais um na pré-crise (ou crise mesmo?) dos 30, use e abuse da lista “Conhecidos” do seu Facebook. Garanto que é tranquilizante imaginar seus posts e fotos saindo do campo de visão de gente aleatória.

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*Informaçãozinha de utilidade pública para você que é meu amigo: sou aquariana frenética e adoro estar envolvida em tudo que tenho direito. Me tira do sério saber que euzinha fui excluída de algo, portanto, caro amigo do Facebook, se eu faço parte da sua lista de “Conhecidos”, por favor nunca me conte, tá? hahahaha

 

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Mas no meu tempo…

Hoje é aniversário do meu avô e ele completa 79 anos. Quase oito décadas vividas.

Fiquei pensando em tudo que ele viveu, lugares por onde passou, pessoas que conheceu, tudo que ele viu acontecer nesse mundão.

Tem muita coisa hoje em dia que ele não acompanha mais. Um pouco por falta de interesse (eu no auge dos meus 26 já perdi por algumas coisas, imagina depois de 8 décadas vividas…), mas também por não ser mais compatível com a vida que ele teve/tem.

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Me intriga um pouco ouvir de pessoas mais velhas – e também de pessoas não tão velhas assim – aquela maldita frase: “ahhh, mas no meu tempo as coisas não eram assim, hoje em dia os jovens não querem saber de mais nada, eu fazia tal coisa assim, aquela tal coisa funcionava de um jeito assado…”. Será que é difícil entender que o tempo passou e o contexto todo mundou?

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Eu que tô longe de ser considerada uma pessoa velha já acho muito difícil comparar o contexto da minha vida atual com o contexto da minha infância vivida nos anos 90.

Essa semana rolou uma corrente de posts no Facebook dessa geração de pessoas não tão velhas. Elas se referiam à geração atual como “geração mimimi”, pois na época delas era ok beber água da torneira, correr descalço no asfalto, ajudar os pais nas tarefas domésticas, andar de bicicleta sem capacete, enfim.

Absolutamente ninguém disse que não é ok fazer isso em 2016. Acontece que adaptações são sempre necessárias e as pessoas tem umas amarras sem sentido com o passado que dificultam aceitar a realidade atual.

De novo, no auge dos meus 26, não tem cabimento eu querer assoprar fitas de videogame sendo que já existem mídias online, sabe?

Aí entramos naquela utopia de que a vida seria muito mais fácil se todo mundo tivesse um processo de aceitação bem resolvido.

Tá tudo bem, nova geração. Tá tudo bem, velha geração. Apenas se aceitem e se respeitem.

 

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