Viver com menos // BEDA #10

Desde que li Marie Kondo “A mágica da arrumação” tenho desapegado cada vez mais fácil das coisas.

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(imagem reprodução)

Para quem não sabe, Marie Kondo criou um método para organizar melhor suas coisas e de tão certo que deu, abriu uma “consultoria” de organização para ajudar clientes.

A gente acumula coisa demais sem sentido que, segundo ela, o acúmulo acontece por apego ao passado ou medo do futuro. Acredito que 99% das pessoas não usa tudo que tem e acaba entulhando os espaços *preciosos* da casa com inutilidades.

Nos últimos tempos me desfiz de roupas que não usava mais porque meu estilo não combinava mais com as peças, me desapeguei de papéis, livros, utensílios de cozinha, itens de decoração etc. Preciso de menos, bem menos.

lixo

Para me ajudar no mindset/lifestyle, eu procurei diversos conteúdos para saber melhor como o minimalismo e o desapego funcionavam. No post de hoje, vou listar para vocês algumas recomendações.

 

Blog/Canal

1. Lar Possível, da Elisa Langsch. Ela também tem um canal.

Pesquisando sobre o tema “armário-cápsula”, acabei encontrando um vídeo dela e também o blog. Gosto muito das dicas que ela dá, tanto sobre estilo, como decoração.

2. Un-Fancy, da Caroline Joy Rector.

A Caroline é do Texas e possui um blog incrível sobre moda minimalista. Ela pratica o armário-cápsula, tem uma seção do blog dedicada para isso e dá várias dicas de estilo.

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3. Suspirare, da Ana Bonfim. 

Conheci o blog dela através do BEDA e adorei o post que ela escreveu sobre 5 coisas que ela deixou de consumir. Vale a pena ler! 😉

4. Canal da Marieli Mallman

A Marieli faz vídeos super divertidos sobre moda sustentável, coisas que podemos desapegar, DIY, bate-papos com café e agora está numa nova fase, pois mudou-se do Sul (não me recordo a cidade, sorry) para São Paulo. 🙂

 

Documentários

1. Minimalism: a documentary about the important things.

Já citei esse doc no post de Favoritos de Julho. Ele é muito bacana e mostra diversas pessoas pelo mundo vivendo no estilo minimalista de forma meio ~extrema. Dentro das devidas proporções da minha vida ainda apegadinha ao conforto do meu lar, dá vontade de colocar a vida dentro de uma mala e sair viajando o mundo, heh. Tem no Netflix.

2. We The Tiny Little House People

Pessoas vivendo em diversos tipos de casa, família, estilos de vida, todas em casas muito reduzidas, com poucos itens. Tem o doc no YouTube! <3

 

Filme

Um dos meus filmes preferidos: Into the Wild (tem no Netflix). Não é exatamente sobre minimalismo, mas mostra o desapego total de padrões sociais e um estilo de vida com 100% de liberdade.

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Tenho vários outros filmes, documentários e livros na minha lista para assistir/ler.

Alguém já viu esses? Tem mais algum para me indicar? Vou adorar saber!

Depois faço um outro post com mais referências atualizadas. 😉

 

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grupo

Ansiedade // BEDA #8

22:26

ai, preciso acordar cedo amanhã. mas será que acordaria disposta pra ir na academia? vou colocar o despertador pras 6 horas, então. e um outro alarme pras 7:30, caso eu não acorde disposta. mas putz, amanhã é dia de confraternização na firma, não sei se vou levar marmita, acho que não tenho comida pronta na geladeira, talvez eu coma fora mesmo, uma saladinha de boa para não perder a fome e aproveitar os quitutes da contraternização à tarde. se eu for comer fora, preciso ir de tênis confortável para andar um pouco, porque é provável que as pessoas queiram ir naquele restaurante longe. não sei qual dos meus tênis eu vou e também não sei com quais peças compor o meu look. preciso ver a previsão do tempo para saber que roupa usar, então. acho que vai fazer sol durante e o dia e à noite sempre dá uma esfriadinha, vou pensar em usar um tênis + aquele cardigan rosa. mas ué, o que combina com cardigan rosa? vou dar uma pesquisada no pinterest amanhã enquanto tomo café, é sempre bom ter alguma inspiração. ah! mas fiquei com preguiça de lavar e secar o cabelo hoje, então vou acordar umas 7 para dar tempo de lavar e secar o cabelo. porque raios tenho esse cabelo oleoso que precisa lavar todo dia? antes que eu me esqueça, vou passar pomada nos lábios para hidratar, o inverno acaba com a minha pele. acho melhor eu pensar numa tela em branco pra conseguir dormir logo, senão dá-lhe mais um dia de insônia.

22:27

ansiedade

 

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Quando a internet era mato // BEDA #3

Eu tenho orgulho em falar que sou do tempo em que a internet surgiu ~aquariana feelings~.

Lembro do primeiro PC que tivemos em casa, era branco, de tubo e todo mundo da minha família compartilhava aquele único PC 386. O sistema era Windows 95, tinha descanso de tela de canos coloridos, joguinhos como o Chip’s Challenge que eu amaaaaava e era fera.

chip

Lembro até que tive aulas de informática na escola e aprendi uns truques no MD-DOS – me sentia A HACKER fazendo aquelas coisas.

Com 12 anos, conheci o ICQ. Ai que amor e ai que saudade. Lembro o número até hoje. O barulho de mensagem era aquele “ô-ou” (clique aqui para ouvir) mágico e quando alguém ficava online fazia um “toc-toc” incrível também. Virava noites conversando com os meus amigos porque internet, imagina, era discada, lenta pra caramba e só depois da meia noite porque pagava um pulso só.

giphy-downsized

Depois disso, veio o Fotolog. Ai que amor e ai que saudade e ai que vergonha. Só podia postar 1 foto por dia e só cabiam 10 comentários por foto. A gente bem malandrops que era, copiava os primeiros 10 comentários, colava em outro comentário gigantão para que novas 10 pessoas comentassem pra você. TRETA.

FOTOLOG

 

Pois vejam… achei uma foto minha no fotolog de uma menina que nem tenho mais contato. Isso era 2006.

Ah, depois também teve o falecido Orkut. RIP. Lá tinham as inesquecíveis comunidades que o Facebook, Instagram e a Mark Zuckenbergtização não conseguiu superar, #sorrynotsorry.

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Também tinha MSN que morreu, tinha mIRC, tinha MySpace. Era tudo mato.

Eu sinto saudade dessa época da internet porque foi lá que eu me interessei primariamente por blogs. Os blogs eram literalmente “queridos diários”.

Por essas e outras que eu resolvi fazer o BEDA. A adolescente que há em mim ainda ama essa coisa de querido diário. <3

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Não deixe o blog morrer, não deixe o blog acabar, o povo precisa de blog, de blog pra gente blogar! 

*BREGA*

 

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Respeite os nãos

– você vai na festa?

– não.

– mas por quê?

– porque não estou a fim.

– ahhhh, mas você é um antissocial, antiquado, não se diverte, nunca vai em nada, não sai de casa, só pensa em Netflix, não gosta da companhia dos seus amigos, todo mundo vai menos você, só gasta dinheiro com coisa inútil, dinheiro gasto em balada é muito melhor, vai ter música, amigos, bebida e você perdendo tudo isso…

giphy

 

E na avalanche de acusações eu só quero ficar em paz. Respeite o não (e minha paz).

 

 

Válvula de escape

despertador, sono, soneca, despertador, sono, força, levanta. água, remédio, pão, manteiga, queijo, chuveiro, acorda, pensa, toalha, roupa, secador, sapato, perfume, brinco. carro, maquiagem, trânsito, rádio, pensa, estacionamento, elevador. café, computador, e-mail, facebook, instagram, horóscopo, e-mail, água, e-mail, e-mail, almoço, sobremesa, café, escova de dentes, creme dental, água. computador, e-mail, ligação, cliente, alteração, cobrança, problema, reunião, café, demanda, e-mail, post-it, ligação, argumento, respira, valores, orçamento, cálculo, planilha, e-mail, projeto, apresentação, reunião, e-mail, chefe.

– oi, vc conhece a piada do pinguim doce de leite?

explosao

Você dá conta, 27

Ninguém avisou que para viver adultamente é preciso de diploma.

Sei que não dá para comparar gerações porque os comportamentos mudam coisa e tal, mas dentro de toda inquietude que me pertence, essa comparação é inevitável. Meus pais, no auge dos 27 anos deles, eles estavam prontos para viverem adultamente, parecia que tinham diploma e tudo: já tinham filho (eu), eram casados, tinham um apartamento próprio, veículo e carreira estável.

E eu aqui, com os mesmos 27 anos, me sinto uma equilibrista de pratos diariamente, tentando fazer o malabarismo perfeito para que meus pratos não se espatifem no chão e eu não me considere uma extrema babaca por não dar conta.

 

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Não tenho casa própria, nem carro próprio, nem sou casada e muito menos penso em ter filhos no momento. Talvez a carreira seja a única medalha que tenho para falar que conquistei algo, mas ainda assim tá longe de ser o que almejo.

Vivo diariamente focada em acordar disposta, manter uma rotina de exercícios, comer razoavelmente saudável, responder e-mails de forma educada e profissional e voltar pra casa tentando me desligar do stress do trabalho.

Não dá para comparar, realmente.

Tem dias em que a gente merecia receber um vale-sossego do universo. Dias tipo aqueles dias, independente se você tem TPM ou não. Nesse dia tá permitido desligar o despertador, colocar o celular no modo avião, se enfiar nas cobertas, fazer maratona de Netflix, comer toda junkie food do mundo e viver economizando o máximo de energia possível.

Aproveitando o feriado, vou focar nesse vale-sossego e espero que o universo compreenda minha crise dos 27. Também espero que eu saia dessa primavera com o canudo e o diploma de adulta pronta para a próxima fase.

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Multifacetado

Qual tipo de orgulho você pratica?

Hoje estive pensando sobre o que é orgulho, se eu seria uma pessoa horrível se fosse (muito) orgulhosa, o quanto é uma quantidade razoável de orgulho para se ter e como as pessoas orgulhosas lidam com isso. Eu sei, minhas noias vão longe. 

A primeira coisa que me vem à mente é um sentimento pesado, coisa de gente cabeça dura, teimosa, às vezes até arrogante. Também me vem à mente o medo de fracassar, a necessidade de ser invencível. Mas, também consigo pensar na imagem de um vencedor, de gente que bate no peito e admira seus próprios feitos.

Não consigo chegar a uma conclusão ímpar sobre o significado de orgulho.

Para mim, emoções são complexas e não tem uma só versão. O nosso desafio desde o momento em que colocamos o pé fora da cama todos os dias é descobrir novas versões das coisas. Coisas que nos fazem refletir, amadurecer e desvendar facetas. Vivemos dias-prisma, tipo diamantes, com inúmeras facetas, ângulos e brilhos diferentes.

Imagina que dificuldade seria viver dias-moeda, em que só haveria a opção de ser cara ou coroa?

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Acho que não existe uma pessoa com 0% orgulhosa, assim como não existe alguém 0% triste, ou 0% egoísta, ou 0% arrogante, ou 0% qualquer outro sentimento “ruim”. O lago negro (<3) é preciso. Os 27 anos tem sido bem didáticos me ensinando o quão dark side podemos ser.

Às vezes rola um medo de fracassar e ter que voltar atrás de um monte de coisa que decidi/conquistei e aí bate um orgulho chatinho de lidar; ao mesmo tempo que rola um bem-estar enorme por eu estar simplesmente bem e satisfeita com quem eu sou e onde estou. E aí, de novo, bate outro orgulhinho – esse mais agradável.

Para mim, life is it, baby: lidar com as multifacetas, contornar as situações com os diversos ângulos e colocar seu brilho em tudo que estiver ao seu alcance.

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