Mark your mind as safe

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Em tempos de dualidades extremas e instabilidades emocionais, a nossa mente vira refém de tudo e de todos que nos cercam. São julgamentos, conclusões, opiniões demais e no fim das contas é aquele caos.

Faz uns dias que a minha inspiração para alimentar blog e redes sociais não dá as caras. Faz uns dias que vivo conectada para resolver questões pessoais, demandas da vida adulta.

Além disso, também tenho trabalhado para alterar o layout do blog – como vocês obviamente perceberam e também devem ter percebido algumas falhas – eu sou só uma blogueira metida à programadora. Calma, tudo se ajeita.

Não pretendo abandonar o blog, isso é tudo o que mais gosto de fazer na vida e custei a chegar até aqui – quem me conhece mais de perto sabe bem da trajetória.

Pode ser que essa fase mais reclusa deva ser o tal do “bloqueio criativo” (acho curioso esse título que alguém um dia deu e todo mundo faz uso por aí). O “bloqueio criativo” nada mais é do que uma onda de falta de inspiração, misturada com ausência de ideias, agravada por circunstâncias da vida adulta.

Pode ser que essa fase mais reclusa seja um momento de foco. Estou tentando fazer o que deve ser feito e, dentre as milhares de coisas que devem ser feitas, preservar a minha mente é uma delas. Para mim, a saúde mental é essencial.

Do lado de cá da tela tem rolado um turbilhão de coisas. São horas de sono perdidas every single night, a mente exausta, a cabeça chapada de dor no dia seguinte, vários valores pessoais colocados em xeque e por aí vai. É hora de “slow down!”.

Peço um pouco de paciência e compreensão de vocês, leitores queridos. Calma, tudo se ajeita. 🙂

Um beijo,

Roberta. <3

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Copy of a copy of a copy

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Essa semana me deparei com uma situação muito desagradável de plágio e faz tempo que estou pra escrever sobre isso.

Vi uma pessoa compartilhando no Facebook um link de um arquivo criado por outra pessoa. Eu conheço o trabalho original e não tive dúvidas sobre a autoria dele.

Enviei um e-mail para o autor, justificando que achava importante ele tomar ciência sobre a conduta da pessoa que compartilhou o link, primeiro pelo trabalho duro e incrível que eu sei que ele faz e principalmente porque acredito que a internet merece ser tratada com respeito, não ser essa terra sem lei em que vivemos atualmente. O autor me respondeu, agradeceu e tomou as providências cabíveis.

Mas por que se incomodar com um plágio alheio, sendo que o trabalho nem seu era? 

Bom, primeiro porque sou blogueira e acho que é minha obrigação “vestir a camisa da firma”. Quanto mais honesto e cheio de boas práticas for o ambiente digital, melhor fica pra todo mundo, não é?

Segundo, já passei por situações parecidas. E não… coincidências assim não acontecem por acaso.

De novo, eu como blogueira sei o trabalho que dá pensar em algo novo, inusitado e creio que é o grande desafio de todo mundo que está nesse barco. Isso sem falar da parte de criar, executar, colocar a mão na massa de fato.

E por favor, não entendam essa “trabalheira” toda como uma reclamação da minha parte. Eu amo o que eu faço, finalmente estou onde sempre quis estar: na frente de uma tela, produzindo conteúdo sobre coisas que gosto e acredito.

É muito chato ver seu trabalho sendo copiado por aí. Inspiração é uma coisa, cópia é outra.

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Para mim, o lance de tomar algo como inspiração e não dar ctrl + c/ctrl + v, funciona da seguinte maneira: abstrair a essência do conteúdo – vejam bem, eu disse essência, não a forma final como ele é apresentado por aí – e dar a sua visão, com a sua experiência inserida, no seu contexto, com a sua linguagem, no seu conteúdo. E ainda creditar o autor original da ideia tomada como inspiração.

Ou seja, são muitas variáveis aplicadas fazendo com que a coisa fique com a sua fucking cara, recriada, transformada.

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É praticamente impossível ter uma ideia inédita, uma cartada genial não existente no planeta Terra. Tudo é inspiração, tudo é cópia de algo que já foi copiado, já dizia Clube da Luta.

Portanto, cara internet, preze pela originalidade. 😉

 

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Em um relacionamento aberto com a corrida

Em 2014 eu corria muito e tinha o maior orgulho de falar sobre e viver intensamente a vibe maluca que é a corrida. Um dia sedentário, no outro um atleta de verdade. É assim que os corredores se sentem.

Sair de casa para correr é quase um ato heroico para provar a si mesmo de que é capaz do que quiser. Era assim que eu me sentia.

Depois de feita a atividade física, bate um mix de dopamina, serotonina e sei lá qual -ina a mais que proporciona um barato muito louco. Bem estar, felicidade, alegria e muitas outras dorgas naturais do próprio corpinho. Era assim que eu me sentia.

Rodar muitos k’s, baixar pace, bater RP, quebrar na prova e muitas outras gírias faziam parte do meu dia-a-dia e hoje em dia não fazem mais. Eu não me sinto mais assim.

2015 foi um turbilhão emocional na minha vida e isso fez com que minha vida atlética fosse afetada também. Mimimi? Alguns dirão que sim. Mas pra mim corrida é vontade, é tesão, é motivação, é inspiração pura. E isso fica muito mais fácil de se conseguir quando o emocional está em dia.

Em meio a trancos e barrancos, fui levando a vida de “corredora”, rodando bem menos k’s, sem bater RP nenhum, com pace confortável e quebrando em muitos treinos. Assim eu e a corrida estabelecemos um relacionamento aberto. Sabem… daqueles que rola quando dá?

Reparem que não mencionei as provas de 2015 e quem me acompanha nas redes sociais deve ter percebido que a quantidade de fotos em provas quase foi zero. Durante o nosso relacionamento aberto, descobri que não preciso de prova para querer correr. A busca por uma vida saudável, correndo ou não, vai muito além de ter uma prova foco e uma planilha a ser cumprida.

Todo esse aprendizado com a nova forma de relacionamento foi difícil, me deixou por muitas vezes frustrada, desanimada, desmotivada, mas foi importante. E digo mais: foi excelente.

Foi excelente para eu aprender que não existem regras e que o essencial é estar em constante movimento, seja ele qual for.

Aproveitando o novo ano, fica aqui uma vontade – acho promessa forte demais – para 2016: voltar a vida de corredora à tona, com muita corrida, treinos, provas, hormônios do bem e os amados quilômetros que me deixavam, acima de tudo, viva.

Aprochegue-se mais e com tênis no pé, 2016! 😀

corrida
Os primeiros 5k de 2016: muita dificuldade, ofegante e com a meta de melhorar nos 10k. 😉

 

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