Minha história com a Sibutramina – versão 2.0

Como prometido, cá estou para fazer um post atualizado sobre minha história com a Sibutramina.

Há um tempo atrás, relatei toda a trajetória do tratamento com a Sibutramina nesse post aqui, ainda no meu antigo blog, mas acho legal de tempos em tempos recontar a mesma história, pois hoje em dia tenho uma visão diferente sobre dieta e emagrecimento. 😉

Bom, vamos lá.

Como todo gordinho começa sua história dessa maneira, a minha não seria diferente: fui uma criança e adolescente gordinha. Adorava comer, minha família – italiana que é – cultua esse hábito excelentemente bem, além de termos mãos de fadas cozinheiras aos montes. Um cenário todo propício para comilança e corpos fartos, não?

9anos

 

                                                                        Eu aos 9 anos

Insatisfeita com o meu corpo, com 83kg, aos 18 anos, resolvi procurar ajuda médica e recorri a uma endocrinologista. Ela me receitou Sibutramina (acelerador de metabolismo), combinada com Fluoxetina (redutor de ansiedade), esta última às vezes era alternada com Sertralina (redutor de ansiedade também). Esses dois últimos medicamentos são prescritos em quadros de depressão, mas no meu caso era somente para controle de ansiedade.

Durante 6 meses, tomei os medicamentos e não fiz atividade física alguma. Eu era o sedentarismo em pessoa. Resultado? Nem um grama a menos na balança e muito medicamento pra dentro.

Depois desses 6 meses, comecei a fazer academia bem sem vergonhamente. Fazia caminhadas, treinos de musculação dia sim, dois não, três talvez (nada comparado aos treinos que faço hoje em dia). Resultado? Menos 4kg a cada mês. Era visível o meu emagrecimento.

Assim se passou 1 ano e meio, eu já estava com 20 anos e 15kg a menos na balança (68kg). O manequim de 46 foi para 40, todos elogiavam minha magreza, a fome era menor, um pouco de comida já me satisfazia e a vida era maravilhosa assim, não?

sibutramina

                                        Magra, super magra, com a Sibutramina

NÃO! No meio dessa maravilhosidade toda, ganhei de brinde UMA CONVULSÃO no meio de uma balada, por ter tomado um mísero gole (juro!1!!1) de whisky com energético e muito gelo derretido, sendo que a médica jamais me alertou sobre o consumo de álcool durante o tratamento com a Sibutramina.

Depois desse episódio catastrófico, foram consultas e exames com neurologista. Situação super preocupante e uma ocorrência SÉRIA de saúde. Graças a Deus foi um episódio pontual e a convulsão não se repetiu.

CALMA, os “resultados” ainda não acabaram. Claro que depois da convulsão eu parei de tomar a Sibutramina e em torno de 1 ano, eu engordei tudo o que eu havia emagrecido. Sim, 15 kg jogados no ralo, ou melhor, dentro do meu corpo.

Esse foi o legado que a Sibutramina me deixou.                

sibutra

                                            À esquerda: +13kg. À direita: +15kg.

Passei anos sem conseguir contar direito essa história para as pessoas (a parte da convulsão foi muito mais tensa, mas o que escrevi nesse post é o suficiente, rs), porém hoje, depois de ter emagrecido de forma saudável e ter relatado esse processo abertamente nas minhas redes sociais, eu tenho orgulho da minha história e me sinto no dever de contar e alertar as pessoas sobre remédios para emagrecer.

Não caiam nesse conto do vigário, pelo bem de suas saúdes. O efeito rebote existe sim, por mais que os médicos não deixem isso claro e as consequências podem ser bem graves – vide minha história.

Um corpo magro é bom, mas um corpo com saúde é melhor. 😉

 

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Em um relacionamento aberto com a corrida

Em 2014 eu corria muito e tinha o maior orgulho de falar sobre e viver intensamente a vibe maluca que é a corrida. Um dia sedentário, no outro um atleta de verdade. É assim que os corredores se sentem.

Sair de casa para correr é quase um ato heroico para provar a si mesmo de que é capaz do que quiser. Era assim que eu me sentia.

Depois de feita a atividade física, bate um mix de dopamina, serotonina e sei lá qual -ina a mais que proporciona um barato muito louco. Bem estar, felicidade, alegria e muitas outras dorgas naturais do próprio corpinho. Era assim que eu me sentia.

Rodar muitos k’s, baixar pace, bater RP, quebrar na prova e muitas outras gírias faziam parte do meu dia-a-dia e hoje em dia não fazem mais. Eu não me sinto mais assim.

2015 foi um turbilhão emocional na minha vida e isso fez com que minha vida atlética fosse afetada também. Mimimi? Alguns dirão que sim. Mas pra mim corrida é vontade, é tesão, é motivação, é inspiração pura. E isso fica muito mais fácil de se conseguir quando o emocional está em dia.

Em meio a trancos e barrancos, fui levando a vida de “corredora”, rodando bem menos k’s, sem bater RP nenhum, com pace confortável e quebrando em muitos treinos. Assim eu e a corrida estabelecemos um relacionamento aberto. Sabem… daqueles que rola quando dá?

Reparem que não mencionei as provas de 2015 e quem me acompanha nas redes sociais deve ter percebido que a quantidade de fotos em provas quase foi zero. Durante o nosso relacionamento aberto, descobri que não preciso de prova para querer correr. A busca por uma vida saudável, correndo ou não, vai muito além de ter uma prova foco e uma planilha a ser cumprida.

Todo esse aprendizado com a nova forma de relacionamento foi difícil, me deixou por muitas vezes frustrada, desanimada, desmotivada, mas foi importante. E digo mais: foi excelente.

Foi excelente para eu aprender que não existem regras e que o essencial é estar em constante movimento, seja ele qual for.

Aproveitando o novo ano, fica aqui uma vontade – acho promessa forte demais – para 2016: voltar a vida de corredora à tona, com muita corrida, treinos, provas, hormônios do bem e os amados quilômetros que me deixavam, acima de tudo, viva.

Aprochegue-se mais e com tênis no pé, 2016! 😀

corrida
Os primeiros 5k de 2016: muita dificuldade, ofegante e com a meta de melhorar nos 10k. 😉

 

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Eu na TV Record – influência da mídia no culto ao corpo

Quem me acompanha nas redes sociais viu que eu fiz algumas chamadas para uma matéria do Balanço Geral da TV Record, em que apareci falando sobre dietas malucas e a influência da mídia no culto ao corpo. 

A produção do programa fez uma matéria sobre a nova dieta da modelo Gisele Bündchen, bem restritiva e amplamente divulgada pelos sites, revistas e blogs por aí.

Para contrapor o boom da dieta da modelo e alertar as pessoas sobre o perigo de dietas “das famosas”, a Record entrou em contato comigo para falar sobre o meu processo de emagrecimento, que aconteceu de forma saudável, via reeducação alimentar e atividade física constante.

Vocês que lêem meu blog sabem que eu não apoio e não sigo nenhuma dieta de capa de revista, eu acredito que o saudável e naturalda feira livre mesmo – é sempre o melhor para se obter saúde, seja para quem busca perder peso, seja para quem procura hábitos mais saudáveis como estilo de vida.

Eu já tive experiência com medicamentos para emagrecer (a famosa Sibutraminaaqui o post da minha história! Inclusive, prometo fazer um post atualizado sobre essa história) e não foram nada legais, tive sérios problemas de saúde, como desmaios e convulsões. Por isso, queridos leitores, mais uma vez eu friso: o saudável e natural sempre valem a pena! 😉

Infelizmente a Record não disponibilizou link com a matéria, tenho apenas um vídeo de celular enviado pelo meu amigo, que compartilhei no meu perfil pessoal do Facebook – CLIQUE AQUI PARA VER.

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Obrigada Ingrid, Antônio e Adriano pela produção da matéria! Ficou incrível! E obrigada Bruno Laforé que estava na chefia por trás de tudo! Super grata pela oportunidade! <3

Espero que tenham gostado da reportagem (quem viu) e que incentive alguém a levar uma vida mais saudável, sem neuras e sem crenças falsas em padrões impostos pela mídia.

Beijos televisivos de quem adorou a experiência na frente das câmeras! <3

 

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