Estúdio x Academia: qual vale mais a pena?

Primeiro treino decente de 2015 e meus músculos até levaram um susto depois de tanto tempo sem treinar! Hahahaha
Para o pessoal de Pinda que sempre me pede referências e posts aqui da região, ele chegou!
Fui convidada pelo Rafael Ussier, personal trainer e proprietário do Studio Fitness, para conhecer o espaço, treinar e conhecer melhor o trabalho deles.
Como o conceito de estúdios de atividades físicas é algo novo e foge do conceito de academia, achei interessante escrever um pouco sobre o assunto e esclarecer algumas coisas.
Adorei o treinamento em estúdio! É um trabalho totalmente voltado às necessidades e objetivos do aluno, com o professor ao lado instruindo, corrigindo e diversificando os exercícios (como um personal trainer mesmo) com a diferença de ter a estrutura toda disponível para você.
Porque né… fala sério… quem gosta de revezar aparelho? hahaha
Eu particularmente não gosto, mas infelizmente é uma prática necessária para o bom convívio em toda e qualquer academia. Dependendo do horário, a demanda de pessoas é enorme e nem sempre o aparelho que você precisa está disponível.
Treinar em estúdio, rola uma “inversão de deslocamento”, em vez do personal ir até a academia dar a aula, o aluno é quem vai ao estúdio para ter a aula no horário marcado.
Em contrapartida, as academias oferecem instrutores que montam os treinos, o aluno vai até a academia no horário que for mais conveniente (geralmente elas ficam abertas o dia inteiro), faz o treino, às vezes supervisionado por instrutor, às vezes sem instrutor e fim.
Aliás, sobre o assunto, fica aqui a “inquietação”: treinar sem supervisão é um tanto quanto perigoso! Existem muitas questões essenciais de postura, respiração, cargas, angulação, aparelhos adequados para cada pessoa, entre outras coisas, que só um profissional formado em Educação Física pode esclarecer melhor. Muitas academias oferecem a estrutura, mas infelizmente não oferecem o serviço de instrução, o que acaba causando acidentes e lesões em muita gente.
Como alguns sabem, eu moro no ABC e treino em academia comum, por uma questão de logística, já que a academia é na frente da minha casa e também pela questão do horário flexível. Mas confesso que se tivesse um estúdio bacana lá por perto eu bem que pensaria na possibilidade.
Sobre o treino que fiz hoje lá com o Rafa: ele montou um treino geral, focando vários grupos musculares, usando força, equilíbrio e resistência, de acordo com o meu objetivo principal que é a corrida. Ele usou técnicas de luta, exercícios funcionais (usando o próprio peso do meu corpo) e CrossFit.
Ótimo o trabalho deles e o espaço também é excelente, atende às necessidades de várias pessoas com objetivos diferentes, além de ser o primeiro e único estúdio fitness em Pinda. 😉
Eles ficam na rua Monsenhor Antonio Olinto de Paiva Dutra, n°133, Bairro Santa Luzia, Pindamonhangaba-SP (próximo à padaria Santa Luzia, todo mundo de Pinda conhece!!)
Cel: (12) 9128-6785
Tel: (12) 3522-1959
 
Espero que tenham gostado desse novo conceito de treinamento e que em 2015 (ano novo já começou, genteeee!!) iniciem alguma atividade física, faz bem pro corpo e para a alma! rs
Um beijo!

Aventure-se!

De volta ao ar! E ruflem os tambores que 2015 começou!
Como alguns de vocês notaram, o blog passou por um recesso no final do ano. Nada de extraordinário, foi uma fase pesada de final de faculdade combinada com cansaço do ano + confraternizações intensas, tudo isso somado à falta de tempo, enfim…
31 de dezembro e não consegui criar uma lista (ou um post decente) de metas a serem cumpridas no próximo ano, como de praxe em todo Ano Novo. Comecei o ano com uma folha em branco no cérebro e uma paz imensa no coração.
No último dia do ano decidi que a última corrida de 2014 seria diferente de tudo que eu já tinha feito, seria às 5:30 da manhã, ao nascer do sol, sozinha, deixando as coisas ruins para trás e pensando em tudo de bom que aconteceu, para me recarregar de boas energias e entrar em 2015 com o pé direito. No meio dessa atividade toda, ainda tive o presente da natureza ao meu lado: o nascer do sol. Foi de encher os olhos.
Uma das cenas mais lindas que já vi na vida. 
Pensando em tudo que aconteceu, sem pestanejar, foi um ano divisor de águas e pra lá de intenso, nos mais diversos nichos: família, faculdade, amadurecimento pessoal, emagrecimento (essa parte vocês acompanharam por aqui, <3), encerramento de ciclos, pessoas difíceis, pessoas que foram deixadas para lá, pessoas que chegaram para ficar, todo tipo de pessoa etc, hahaha.
Foi um ano de muito autoconhecimento, sem dúvida. Conheci uma Roberta que em quase 25 anos de existência eu não sabia que existia. Uma Roberta mais determinada do que nunca na vida, que traçou objetivos e cumpriu – e cumpre até hoje – as tarefas para atingi-los. Espero que essa Roberta que conheci seja uma daquelas pessoas que chegaram para ficar. Para sempre. Em tudo.
A convivência com essa Roberta foi se dando aos poucos, de forma gradual, lenta, assim como em toda e qualquer relação interpessoal. No começo foi difícil. Ela tinha muitos medos, era insegura e inexperiente. Hoje em dia posso dizer que convivo com uma faceta mais destemida e encorajada dela.
Ela tinha o sonho de correr. Deslumbrava-se quando via alguém “aguentando” correr 30 minutos sem parar. Uma hora correndo ininterruptamente, então? Era coisa de atleta! Depois de quase um ano de mudanças drásticas no estilo de vida, quem corre uma hora ininterruptamente, mas está longe de ser atleta, é a Roberta.
E o melhor: a Roberta me ensinou a ser corajosa e ter espírito aventureiro.
O ano mal começou e eu já decidi que seria diferente, eu queria mais, a sede de fazer algo inusitado estava latente em mim. Decidi que correria até praias afastadas da “parte asfaltada e civilizada” do litoral. Quando que no meio das férias, no maior do conforto do sono da tarde, eu resolveria calçar um par de tênis e sair correndo morro adentro?
On the road: nublado, mas ainda lindo.
O cenário que compensa todo e qualquer esforço.
Foi uma experiência diferente e incrível. Estar em contato pleno com a natureza era um valor que eu não tinha, por falta de vontade mesmo, mas que testei me aventurar nisso e adorei.
Aos poucos a máxima: “a felicidade está nas coisas simples da vida” passa a fazer sentido para mim. E que assim seja.
Vem com tudo, 2015! Que as oportunidades batam à porta e que outras Robertas me mostrem os lados bons da vida, com espírito aventureiro e que experiências sejam vivenciadas para guardar com carinho na memória.
Sem olhar para trás, feliz ano novo.

Easy, girl!

Aí chega a tal de vida e decide fazer um test drive com o nosso trem da alegria. Tudo indo lindo & maravilhoso na viagem, quando o trilho entorta e o nosso trenzinho descarrilha.
Pois bem. Segunda-feira, acordo numa disposição incrível para treinar pernas, o que é bem raro em se tratando da minha pessoa. Chego na academia, anuncio ao professor minha disposição e peço para que me passe exercícios bacanões.
Aprendendo a execução do primeiro exercício, o tal do agachamento sumô ~dos infernos~, achei que o dumbell de 28kg estava pesado demais, avisei o professor e ele foi pegar outro mais leve. Eu ali, com os 28kg na mão, fui guardar aquele peso para pegar o peso novo e PIMBA.
PIMBA.
Pimba daqueles 28kg no meu pé e muitas estrelas e passarinhos rodopiaram minha cabeça na sala de musculação.
Corri para a cantina da academia, pedi gelo e me deram uma bolsa. Coloquei no local da pancada e ali fiquei por uns 5 minutos.
Quando tiro a bolsa, surpresa: local da pancada ROXO.
Decidi que iria ao médico ver o estrago, peguei minhas coisas e fui pra casa, meio mancando (já que vou à pé à academia), mas fui.
Durante esse breve trajeto, passou um filme de terror na minha cabeça: a possibilidade de ter fraturado o pé, a grande chance de ter que imobilizá-lo, o final de ano, minhas últimas provas na faculdade, meu apartamento no terceiro andar, meu prédio só com escadas, meu trabalho, meus treinos de corrida, as provas de corridas que estavam por vir etc. Eu chorei. Chorei de desespero em pensar nessas coisas todas, a dor em si já não era o que mais me preocupava.
Fui ao médico e a notícia foi boa: nada trincado e muito menos fraturado, no entanto, o esperado ocorreu. Pé imobilizado, 2 dias de tala sem colocar o pé no chão, rotina toda modificada, idas e vindas dependentes de anjos que tenho na vida (minha tia Simone e minha amiga Camylla, minha eterna gratidão a vocês <3), cadeira de rodas para chegar até a sala de prova e enfim… vida que segue.
Das vantagens do “molho”: jogos em dia! <3
Depois de dois dias, fim da tala de gesso ~graçassssssss!!!~, robôfoot para andar o mínimo possível, pé pra cima e compressa quente.
O “molho” acabou ontem (sábado), mas a corrida só daqui uns 10 dias.

Essa semana retomo meus treinos de musculação de superiores, pois ainda não posso forçar as pernas e olha… pra quem era sedentária e sempre detestou exercícios, hoje falo com orgulho que não vejo a hora de voltar a treinar, estou sentindo falta!

A disposição muda, o foco muda, a fome aumenta, tudo complica.

Amanhã é segunda-feira, dia mundial da retomada da dieta e simbora colocar o trenzinho de volta no eixo! *emoticon fortinho*

Beijo!

Sobre a Night Run – etapa Júpiter

A Night Run é uma corrida noturna, como o próprio nome diz (duuurd!), que acontece duas vezes por ano, com percursos de 5 e 10 quilômetros.
Minha prima me chamou para acompanhá-la e eu topei, já que eu nunca tinha participado de nenhuma corrida noturna.
Chegando lá no Sambódromo no Anhembi (local da prova), fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que participam dessa corrida!
Achei a vibe dessa prova mega contagiante, pois junto com o cair da noite, rolava muita música eletrônica, palco com DJ’s super animados, enfim… um combo “baladístico” perfeito! hahaha
Confesso que eu não estava nos meus melhores dias para correr, já que no dia anterior tive uma festa da faculdade que pulei muito e fiquei com as pernas cansadas. But who cares, né? O que vale é a diversão, seja na festa, seja na corrida! 😀
Foi a primeira prova que fiz com o meu monitor cardíaco novo, fui vendo os batimentos o tempo todo para não quebrar no meio da prova. Larguei correndo na boa, apesar do vento frio que estava batendo. Eu estava achando lindo não ter o sol na testa e me fazendo suar mais do que o usual.
Olhei no relógio e já tinham se passado 20 minutos de prova. Faltava 1,5km, a respiração já estava difícil e a única coisa que me vinha na cabeça era: “Roberta, você faz um esforço desgraçado para sair de casa, vencer a preguiça e ir treinar praticamente todos os dias, não é agora que você vai amarelar.”.
Depois do 4km eu já sentia muito cansaço, respiração difícil, segurei o ritmo e continuei correndo, até que passou uma moça loira do meu lado, super animada com um copo d’água na mão e gritou: “vaaaaaaamos, pessoal! Faltam menos de 400 metros!!!”. Segundos depois de ter ouvido essa moça gritar, cruzei a placa informando que faltavam só 350 metros para a chegada.
Nessa hora veio um folêgo inexplicável e acelerei o ritmo com tudo, meu frequencímetro apitava tipo um sensor de estacionamento de carro quase batendo no carro de trás, porque meus batimentos estavam muito altos, hahahaha.
Quando vi aquele pórtico da chegada, todo lindo e iluminado, eu só pensava: “AGORA VAI, PORRA!” e foi o tiro máximo que eu dei na prova.
Cruzei a linha de chegada, travei o cronômetro e surpresa: 32 minutos e 05 segundos! Foram meus 5k mais rápidos até hoje.
Para mim, a linha de chegada é um verdadeiro descarrego mental: começa a passar um mundo de coisas pela cabeça.
Comecei a lembrar de como eu desejava correr e achava aquilo impossível, da grandiosidade que eu via em correr 5km, do heroísmo que eu via nas pessoas que corriam 30 minutos ou uma hora e hoje em dia, olhem só quem estou aqui, correndo 5 e buscando os 10k. Pois é.
Enfim, são essas situações que nos fazem entender o porquê vale a pena levantar do sofá, vencer a preguiça, treinar diariamente e continuar em busca de algo maior. Keep training!

Sobre reflexos.

Sei que ando meio ausente por aqui. O fato é que estou no final da faculdade, época de provas chegando, final de ano batendo na porta e a vida exigindo muitas responsabilidades em geral, mas tô sempre por aí lendo e respondendo a todos. <3
Hoje durante uma aula de bike decidi que faria um post falando sobre os “ciclos da vida”, pois sinto que estou numa fase de encerramento de alguns e abertura de outros. Desculpem se isso parece meio filosófico demais, mas o blog é meu e eu sou a autora, hahaha.
Ontem à noite vi uma das professoras da academia que frequento postando no facebook sobre as aulas de hoje (sábado). Fazia MUITO TEMPO que eu não fazia aulas de bike e resolvi que participaria apenas para “mudar os ares” da corrida. Comentei que iria e fui.

Sábia decisão que eu tomei ontem à noite! Revivi e vi momentos incríveis numa mera aula de bike.

No começo da minha jornada do emagrecimento, logo que me matriculei na academia, eu frequentava muito as aulas de bike. Era minha atividade aeróbica favorita e graças a ela emagreci bons quilos.
Hoje quando regulei a bike que eu costumava a usar (pois fica bem no meio da sala, numa distância legal do espelho), pensei: “nossa, quanto tempo não faço isso!”. Sentei e comecei a pedalar. Aquela distância entre a bike favorita e o espelho eram usuais para mim, olhei no espelho, notei na mesma imagem ~a minha imagem~, a diferença que esse tempo todo de dieta + atividade física fez no meu corpo. Muito louco isso, né?
Me olho todos os dias no espelho, seja de casa, vestida para trabalhar, seja na academia, de top e shorts e vejo minha imagem. Mas não AQUELA imagem, naquela posição, naquele espelho.
Comecei a lembrar do início do emagrecimento, a imagem que eu via e a pessoa que eu era. Tratava-se de uma pessoa quilos mais gorda, com a cara redonda e vermelha, pernas e braços muito maiores, que muitas vezes não conseguia pedalar tanto tempo em pé na bike, que o coração estourava de tanto cansaço e achava que o mundo ia acabar naquela aula.
Hoje essa pessoa simplesmente não existe mais e está longe de ser a imagem perfeita. 
A pessoa que vi hoje era diferente. Era uma pessoa com pernas e braços mais finos (porém que podem ser MAIS finos e se Deus quiser ficarão!), com um rosto mais fino, suado, com uma resistência cardíaca infinitamente maior e uma pessoa muito mais satisfeita consigo mesma.
Além dessa imagem que me chamou a atenção e me despertou esse mix de sentimentos, de quebra, a aula ainda foi sensacional, com uma energia incrível, professora querida animadíssima e alunos mais ainda. Saí renovada, recarregada de energias positivas e feliz da vida.
Era disso que eu precisava.

A segunda corrida: M5K

A M5K é uma corrida patrocinada pelo McDonalds, muito conhecida pela mulherada, pois acontece todo ano no mês de outubro, o mês da conscientização do câncer de mama.
O percurso é no centro velho de São Paulo – Sé, Anhangabaú, República e arredores. Há quem não goste, mas eu particularmente adoro o centro histórico de São Paulo. <3
Esta foi a terceira edição da corrida, que contou com mais de 15 mil inscritas, ou seja, muuuuita gente!
Achei a quantidade de pessoas elevada demais para o porte desta corrida, uma vez que as ruas do centro velho são bem estreitas e esta corrida é visada muito mais à causa social da conscientização do Outubro Rosa do que ao esporte em si, ou seja, muita gente acaba indo para caminhar mesmo (nada contra quem caminhe, acho digna a atitude de sair de casa mesmo que para caminhar!). Mas, para quem vem correndo atrás e se depara com uma multidão andando na frente, acaba sendo contido pela barreira de pessoas e é obrigado a caminhar também, ou na melhor das hipóteses, desvia – se conseguir – por algum vão entre as pessoas e continua correndo.
A organização das corridas deveria pensar em algum modo de solucionar isso, talvez direcionar a galera que quer caminhar à direita da pista e deixar a esquerda livre para quem quer passar correndo, como nas regras de trânsito, rs. #ficaadica
Por conta disso, meu tempo aumentou em 2 minutos, comparado à prova da semana passada, concluí os 5k com 35:14.
Tirando este fato, a M5K é uma corrida linda, em que o centro fica tomado por um mar pink de encher os olhos!
Fui para a corrida com a Thaís (minha amiga de academia) e a família dela… que mulherada animada! Energia boa do início ao fim da corrida! Obrigada, meninas!
ah! fui de pipoca porque também perdi a inscrição… decidi me jogar no mundo da corrida depois de todas as inscrições fechadas! kkkk
Também conheci por lá a Larissa Ramos, uma querida que conheci no instagram (@letsrunlah), super inspiração de corrida, focada nos treinos e que transborda fofura e simpatia! <3
No final da corrida, quando fui me encontrar com a Larissa, também encontramos a Camilla Pires, do Blog Pensando Magro. Eu leio o blog dela faz uns 2 anos e os posts dela sempre me despertavam um sentimento de: “eu tenho que começar.”. Até que este ano criei vergonha na cara e comecei e vocês acompanham tudo por aqui, rs. Com certeza ela foi uma das minhas maiores inspirações e motivações para querer emagrecer. Foi ótimo encontrá-la e poder dizer isso a ela, sou fã e tietei mesmo, hahahaha. 🙂
O bichinho da corrida de rua me picou de vez e agora quero participar de várias! É uma energia contagiante demais!
Um beijo!

MINHA PRIMEIRA CORRIDA DE RUA!

Fiquei sabendo que aconteceria a Meia Maratona da Caixa em Santo André por meio de um cartaz fixado no mural da academia. Olhei o cartaz, a data, o valor da inscrição, vi que as provas seriam de 5, 10 e 21km e descartei a possibilidade de participar desta corrida por dois motivos: achei alto o valor da inscrição pelo kit e segundo porque achava que não teria condições físicas suficientes para finalizar a prova, já que faz somente 1 mês que treino focada na corrida.
Até que sexta-feira na academia conheci a Rose no vestiário. Ela me contou que já correu provas de 5 e 10km, contou que o marido dela corre maratona e que ele participa do grupo de corrida da academia (que aliás, tenho bastante vontade de participar deste grupo, mas como eles rodam mais quilômetros do que meu preparo físico ainda permite, eu me mantenho nos treinos na esteira e prometo a eles que quando estiver mais preparada eu entro para o grupo). Ela me incentivou a ir na corrida de Santo André, mesmo que de pipoca*, pois era muito diferente de esteira e eu precisava sentir a energia de uma prova de rua.
*ir de pipoca no vocabulário dos corredores significa participar da prova sem ter feito a inscrição. Você não tem kit, número de peito, chip, medalha, lanche ao final, nada. Só aproveita o percurso da corrida. 
 
Fui embora pensando naquilo, olhei o percurso pelo site e na sexta-feira mesmo decidi que iria para a prova domingo.
Não quis divulgar sobre essa corrida nas redes sociais por medo de ser um fracasso. Hahahaha!
Só avisei o Danilo (meu treinador, ele assegurou que os 5k rolariam fáceis! hahaha), minha amiga Natália – que, como sempre, me apoiou na decisão de correr -, minha irmã e uma amiga, caso alguma coisa acontecesse era para eu ligar.
Sábado à noite jantei uma macarronada básica e fui dormir.
 
Que noite complicada! Acordava toda hora e depois das 3:30 da manhã acordei de vez e não consegui mais dormir. Ansiedade batendo forte! Quando bateu 5:30 da manhã resolvi levantar, tomar café da manhã, me trocar e ir para Santo André.
Quis ir sozinha e correr sozinha. Era um desafio meu e de mais ninguém. 
No ônibus foram subindo várias pessoas com a camiseta da prova e me senti mais tranquila em saber que mais gente estava indo para o mesmo lugar que eu. Descemos no mesmo ponto, ali no Paço de Santo André, a metros de onde seria a prova e surpresa: havia um MAR DE GENTE de camiseta laranja. Era muita gente, sério. Eu não esperava aquele tanto de pessoas.
Fui indo para o posto de largada e me posicionei mais atrás, para não ser sufocada pelo mar de gente.

Percebi que os atletas de elite e as pessoas que correriam 21k ficavam mais a frente e logo depois deles os demais, das provas de 10 e 5k.
Conheci duas moças super simpáticas ali enquanto esperava esvaziar um pouco a largada, conversamos um pouco, elas me contaram de algumas corridas que já participaram e largamos juntas, depois de 5 minutos de prova, segundo o cronômetro oficial.
Comecei segurando o ritmo e fui correndo.
Passei pelo posto de hidratação, peguei uma água e continuei correndo, sem perder o pique. Depois disso vi que eu já estava na placa de 3km! Foi muito rápido! 
Quase chegando nos 4km, rolou uma subidinha em um viaduto lá do centro. Aquela subida me cansou além do esperado, cheguei na parte plana beeem cansada e o que me deu ânimo de não perder o ritmo e não desanimar foi ter visto a placa de 4km.
Continuei correndo, respiração bem puxada no finalzinho, até que fiz a última curva e entrei na reta final. Haviam algumas pessoas da organização gritando com megafones ali, dando um gás na galera. Percebi que NA RETA FINAL muitas pessoas começavam a andar porque já estavam esgotadas.
Respirei fundo e acelerei no meu máximo até a linha de chegada e cruzei no tiro!
Foi um mix de emoções muito louco que senti ali e não poderia ser com uma trilha sonora diferente: estava tocando My Hero do Foo Fighters, simplesmente minha banda favorita e uma das minhas músicas favoritas também, com a mensagem heroica toda propícia para aquele momento. <3
Peguei meu celular rápido para parar o aplicativo Nike+ e ver meu tempo e surpresa novamente: finalizei os 5k em 33 minutos e 24 segundos!!! Um tempo que eu JAMAIS imaginei fazer na minha primeira prova.
Sentei ali na área onde haviam alguns stands, na sombra, para descansar um pouco e refletir sobre tudo aquilo que tinha acabado de acontecer. Não chorei. Demorou para cair minha ficha de que meu maior medo tinha acabado de ficar para trás.
Logo sentou uma moça ali próximo com a cachorra atleta mega fofa, Luna. Uma labradora de 2 anos, toda serelepe, que correu os 5km com a Isabel (dona dela). Com uma pacer dessas fica fácil! hahahaha. Uma graça, né?
Depois disso comecei a mandar áudios no whatsapp da minha “produção do running”, o Danilo (treinador) e a Nat (amiga corredora), contando como tinha sido a prova e tudo mais. 🙂
Fui embora para casa sozinha, feliz e com a sensação de dever devida e honrosamente cumprido, sem fracassos. 
E como recompensa, ainda rolou um senhor almoço de dia das crianças na casa dos meus primos Gabi e Lucas, com direito a um risoto de camarão e torta holandesa MA-RAS! 
 
 
E agora sim, como lema de vida e de corredora recém-iniciada nas provas de rua eu posso dizer: QUE VENHAM AS PRÓXIMAS!