Como sobreviver às aulas de Educação Física sem ser o Giba // BEDA #22

Eu sempre fui um fiasco nos esportes.

Mas assim, muito. A pior da sala.

Na minha escola, 99% das aulas (o 1% vagabundo eram os dias de chuva em que a professora dava jogos de tabuleiro pra gente brincar no pátio) eram jogos/esportes/brincadeiras coletivas, ou seja, time. A professora abençoada escolhia dois alunos para serem os “recrutadores” dos times e o resto da sala ficava reunida num bolo só. Os recrutadores alternadamente iam escolhendo os amiguinhos até que acabavam as gentes do bolo.

Ser um dos primeiros escolhidos era mais que uma honra, era um mérito, risos, era mais do que levar um elogio da professora porque tirou um 10, porque afinal o 10 era só você e o papel; ser o PRIMEIRO selecionado na frente da CLASSE TODA era como ser o Brasil ganhando a final da Copa de 94 esfregando pro mundo inteiro que É TETRAAAA!

TETRA

Eu sempre era uma das últimas escolhidas. Senão a última. Sempre. Porque:

  • Eu corria devagar, sempre me acertavam no começo da queimada e nunca conseguia chegar no outro gol naquela brincadeira Bandeirinha… o cretino que inventou essa brincadeira devia ser o Bolt, só pode.
  • Minha mira é péssima. Nunca acertava a cesta de basquete e também nunca conseguia agarrar a bola quando me passavam no handebol.
  • Minha visão espacial é horrível – não à toa que levei muitas boladas na cara.

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  • Não sabia as regras do vôlei. Nunca entendia quando o time “rodava” na quadra. Eu ia sempre pro lugar errado e a professora chamava minha atenção.
  • Não sei dar toque e manchete, porque posiciono as mãos de forma escrota e também não sei sacar, nem daquele jeito de copinho. Ou seja, O QUE É VÔLEI?

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  • E que mais? Ah! Também teve a época em que tentei fazer Ballet, hahahahahahaha. Eu e minha delicadeza de rinoceronte fazendo plié. Pensa.

Pensa no trauma dessa criança. Pois é.

A única coisa que eu fazia maomeno ok era natação. Sou um espírito livre, sabem? Era eu ali na minha raia, dando as minhas braçadinhas, do meu jeitinho atlético de ser.

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Aí cresci e adivinha? Resolvi correr. A história se repetiu, vejam só: eu ali, no meu ritmo, sem precisar demonstrar minhas habilidades físicas nada refinadas para ninguém. É só colocar uma perna na frente da outra e ir adiante.

Mesmo não sendo o Bolt, eu sobrevivi e grazadels não tenho mais aula de educação física na vida. Prefiro fazer do meu jeito quando to afim, sem interação com outros seres humanos & espírito coletivo. Meio egoistinha, mas pelo menos ganho medalha de mais que mérito, honra. 🙂

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