Minha história com a Sibutramina

Como eu disse no instagram e em um post passado, em que contei minha história de emagrecimento, eu resisti um pouco em falar sobre mim. Mas o retorno que eu tive e as mensagens positivas foram tão incríveis que resolvi contar mais um pouco sobre minha história com a tão temida balança.
Hoje venho contar um pouco das maluquices que já fiz no passado, venho contar minhas experiências e venho responder à perguntinha que sempre faço nas entrevistas fitness: “você já tentou algum método não-saudável de emagrecimento?“. Minha resposta é SIM.
Em meados de 2008 eu fui a uma endocrinologista, fiz uma série de exames e comecei a tomar a tal da Sibutramina, medicamento muito famoso entre a galera que quer perder peso rápido, já que ela age em vários neurotransmissores, influindo diretamente em hormônios como a serotonina e a dopamina, fazendo com que eles ajam “por mais tempo” no organismo e acelerando o metabolismo e aumentando a sensação de saciedade. Não sou médica e sou leiga sobre o assunto, coloquei aqui o que aprendi com a vida e o que perguntei para minha amiga médica linda Marina Hungria, hahahaha. <3

Por uns 6 meses, eu tomei a sibutramina e não fiz uma atividade física sequer. Resultado? Nenhum grama a menos na balança!

Depois desses 6 meses sem resultado, eu vi que a coisa não funcionaria se eu não me mexesse. Entrei na academia e comecei a fazer uns treininhos mais ou menos, não treinava do jeito que eu treino hoje nem de longe. Resultado? Perdi 15kg em 1 ano, de forma muito rápida. Eu lembro que teve mês que eu cheguei a emagrecer mais de 4kg.
Juntamente com a sibutramina, a endocrinologista me receitava antidepressivos, como a sertralina ou fluoxetina. Esses remédios também ajudavam na sensação de saciedade e me davam um sono absuuuurdo!

Com a autoestima lá em cima, eu alcancei os meus tão almejados 68kg. Usei manequins que eu jamais sonhava em vestir, entrei em roupas tamanho P, tudo era lindo. Mas e minha saúde? Eu nunca tive queixas sobre efeitos colaterais que o remédio causava, apenas emagrecia muito rápido e visivelmente de forma não-saudável.

Um efeito que eu lembro ser muito nítido enquanto tomei sibutramina combinada com o antidepressivo, era a saciedade, pois ela me deixava satisfeita com pouca comida.
Mas nem tudo são flores. Um belo dia eu fui para balada, encontrei um amigo que estava tomando whisky com energético e ele disse que tinha derretido muito o gelo e a bebida dele estava aguada. Ele me ofereceu e eu tomei um MÍNIMO gole para experimentar o “quão aguado estava” e PUF! Apaguei e tive 2 desmaios consecutivos. No meio da balada. Nota: passei bons anos da minha vida sem conseguir falar sobre esse episódio, hoje em dia acho legal dividir essa vivência para que outras pessoas não caiam no mesmo erro que eu.
Depois do ocorrido, fiz uma bateria de exames e uma neurologista constatou que eu não tive dois desmaios consecutivos, mas sim duas convulsões! Segundo a explicação dela, o energético e a bainha de mielina (membrana que envolve o neurônio) funcionam perfeitamente como chave e fechadura, os aminoácidos se combinam de forma que possibilita o álcool entrar muito rápido na célula, fazendo – óbvio – com que a pessoa fique bêbada mais rápido. De novo, esses dados foram o que a médica me disse, não entendo do assunto com propriedade e estou apenas contando como foi a minha experiência com o remédio.
Conclusão: tive que parar de tomar a sibutramina NO MESMO ATO e em um ano (2010) engordei TUDO O QUE EU HAVIA EMAGRECIDO… 15kg a mais, roupas não servindo, autoestima péssima, eu não gostava mais de tirar fotos de perto e uma série de coisas que me desanimavam.

O tempo foi passando e eu “aceitei” que seria gordinha daquele jeito, não estava satisfeita, mas eu era conformada daquele jeito.

Como minha tia Ana Lucia diz, comentários do tipo: “ah, ela é gordinha, mas tem um rosto lindo”, “ela é gordinha, mas é gente boa” sempre foram corriqueiros. Como assim “MAS”? Parece que ser gordo é um defeito/erro e tem que ter alguma coisa boa naquela pessoa para compensar e ela ser socialmente aceita. Só quem é ou já foi gordo um dia sabe como é. 

Por fim, como o ditado diz: “depois da tempestade sempre vem a bonança”. Aprendi sob duras penas, mas creio que essa história toda contribuiu para o meu amadurecimento sobre o que é melhor para mim. Qualidade de vida vem em primeiro lugar, o corpo bonito é consequência e ele acontece. É só ter paciência, foco, alimentar-se e treinar corretamente. 😉

A bonança toda vocês acompanham diariamente aqui no meu blog e nas minhas redes sociais (@robertaluglio).

Espero que tenham gostado de saber mais um pouco da minha história e também que eu tenha ajudado alguém com essas informações.
Não façam maluquices e não tomem medicamentos que prometem milagres, os “milagres” tem vida curta e os prejuízos para a saúde não valem a pena.
Um beijo!
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