Mas no meu tempo…

Hoje é aniversário do meu avô e ele completa 79 anos. Quase oito décadas vividas.

Fiquei pensando em tudo que ele viveu, lugares por onde passou, pessoas que conheceu, tudo que ele viu acontecer nesse mundão.

Tem muita coisa hoje em dia que ele não acompanha mais. Um pouco por falta de interesse (eu no auge dos meus 26 já perdi por algumas coisas, imagina depois de 8 décadas vividas…), mas também por não ser mais compatível com a vida que ele teve/tem.

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Me intriga um pouco ouvir de pessoas mais velhas – e também de pessoas não tão velhas assim – aquela maldita frase: “ahhh, mas no meu tempo as coisas não eram assim, hoje em dia os jovens não querem saber de mais nada, eu fazia tal coisa assim, aquela tal coisa funcionava de um jeito assado…”. Será que é difícil entender que o tempo passou e o contexto todo mundou?

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Eu que tô longe de ser considerada uma pessoa velha já acho muito difícil comparar o contexto da minha vida atual com o contexto da minha infância vivida nos anos 90.

Essa semana rolou uma corrente de posts no Facebook dessa geração de pessoas não tão velhas. Elas se referiam à geração atual como “geração mimimi”, pois na época delas era ok beber água da torneira, correr descalço no asfalto, ajudar os pais nas tarefas domésticas, andar de bicicleta sem capacete, enfim.

Absolutamente ninguém disse que não é ok fazer isso em 2016. Acontece que adaptações são sempre necessárias e as pessoas tem umas amarras sem sentido com o passado que dificultam aceitar a realidade atual.

De novo, no auge dos meus 26, não tem cabimento eu querer assoprar fitas de videogame sendo que já existem mídias online, sabe?

Aí entramos naquela utopia de que a vida seria muito mais fácil se todo mundo tivesse um processo de aceitação bem resolvido.

Tá tudo bem, nova geração. Tá tudo bem, velha geração. Apenas se aceitem e se respeitem.

 

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