Nós não nascemos em formas de pudim

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Aposto que você chegou aqui porque viu a foto desse pudim todo malemolente que seduz toda e qualquer pessoa.

Mas não é de pudim que vamos tratar no post de hoje.

Primeira consideração que quero colocar para o mundo – e talvez a mim mesma – é de que nós não nascemos em formas de pudim. Ninguém nasce igual ao outro, nem mesmo os pudins. Uns saem mais queimados, outros com mais calda, outros mais furadinhos, outros mais lisinhos, mas todos eles possuem o aspecto doce que os tornam especiais.

A segunda consideração é que cada ser humano, com seus furinhos, lisuras & queimadinhos também tem o aspecto doce que o torna especial. Sem isso o mundo seria cinza, salgado e quadrado. As cores, os sabores e os amores não existiriam.

Uns nascem na fornada dos superdotados, outros na dos criativos; outros na leva comunicativa, outros na da teoria pura e seca. As fornadas de qualidades humanas são tão inúmeras que sequer em escala gigantossaura industrial daria para moldar tantos seres iguais para colocá-los na vitrine.

Portanto, caro mundo, não me exija ter uma maestria nivelada pela dos superdotados, ser teórica como as páginas de uma doutrina, ser perfeita como uma função de Excel, ser um pudim como o que já está na vitrine da padaria.

Do forno onde saí só coube uma forma, com uma receita: a minha.

 

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