Prazeres doentios do CrossFit

Eu nunca pratiquei CrossFit, não sinto vontade e digo que essa moda está longe de me pegar. Esse texto, portanto, é de opinião pessoal de quem vê a prática do esporte de fora. E pior: nas redes sociais.

Na minha concepção quase que primária sobre a modalidade, o CrossFit é um esporte praticado em boxes especializados, com estruturas simples como barras, pneus, caixas e cordas, inspirado em treinamentos militares aplicado aos soldados dos EUA.

Newer+Box

Como eu disse, vendo os depoimentos, fotos, vídeos de fora, percebo que se trata de um treinamento de alta intensidade, praticado por pessoas comuns que visam melhorar o condicionamento físico, força, resistência e por aí vai.

Assim, me sinto suficientemente experiente para dizer que qualquer esporte praticado com amor e dedicação garante melhoras ao corpo e não somente a exaustão máxima do CrossFit faz isso por você. Eu sou prova viva disso, a musculação tradicional e a corrida mudaram minha vida, como vocês que me acompanham bem sabem.

Acho importante dizer isso porque em tempos de “verdades absolutas” propagadas a todo instante nas redes sociais, deve ter muita gente por aí acreditando que o CrossFit é o esporte dos milagres, traz o corpo das famosas, o tônus ideal, o shape da capa de revista.

 

Na minha visão de alguém não-profissional de educação física, de alguém que pratica atividades físicas diariamente há 2 anos, vejo o CrossFit como um risco para a saúde de muitos corpos ali.

  1. Vejo pessoas agachando/saltando (esse é o tal do Snatch?) com barras surpreendentemente pesadas e penso no tanto que a lombar e os joelhos daquela pessoa devem ser fortes para aguentar o impacto.
  2. Vejo pessoas declarando em seus posts que: “o treino foi tão bom que quase vomitei”.
  3. Vejo fotos de mãos sangrando e ferimentos abertos com legendas de “treino hard”.
  4. Vejo pessoas fadigadas, que quiseram dar uma pausa e os colegas de treino ~gentilmente~ as incentivaram continuar porque esse é o espírito do CrossFit: a superação.

crossfit_montagem

 

Além do conteúdo imagético exposto a quem quiser ver, existe ainda uma cultura linguística para entrar no clubinho do CrossFit: squat, WOD, snatch, push up, climb, whatever, passam a fazer parte do dia a dia de quem “vai pro box”.

Cara, eu faço WODs, squats, pushs na academia, no parque e até mesmo na sala da minha casa. Não acreditem vocês que foi o CrossFit que trouxe essas inovações mágicas pro mundo fitness. 

 

Bom, sei lá. Eu não consigo achar isso saudável. Não me inspira nem um pouco e muito pelo contrário, acho opressor. Para mim, está longe de ser esporte com um nível coerente de superação.

A intenção desse post não é soar uma ofensa aos praticantes de CrossFit. Se esse é seu esporte da vida, é o que te faz feliz, vá em frente. Mas, como autora do blog, deixo registrado que a minha intenção aqui é alertar sobre os riscos da atividade àqueles que veem o CrossFit como algo super cool.

Antes de entrar de corpo e alma no hype, é bom ter um pouco de consciência e avaliar se está mesmo disposto e com saúde suficiente para a colocar o corpo pra jogo de forma tão arriscada.

 

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