Sobre a Night Run – etapa Júpiter

A Night Run é uma corrida noturna, como o próprio nome diz (duuurd!), que acontece duas vezes por ano, com percursos de 5 e 10 quilômetros.
Minha prima me chamou para acompanhá-la e eu topei, já que eu nunca tinha participado de nenhuma corrida noturna.
Chegando lá no Sambódromo no Anhembi (local da prova), fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que participam dessa corrida!
Achei a vibe dessa prova mega contagiante, pois junto com o cair da noite, rolava muita música eletrônica, palco com DJ’s super animados, enfim… um combo “baladístico” perfeito! hahaha
Confesso que eu não estava nos meus melhores dias para correr, já que no dia anterior tive uma festa da faculdade que pulei muito e fiquei com as pernas cansadas. But who cares, né? O que vale é a diversão, seja na festa, seja na corrida! 😀
Foi a primeira prova que fiz com o meu monitor cardíaco novo, fui vendo os batimentos o tempo todo para não quebrar no meio da prova. Larguei correndo na boa, apesar do vento frio que estava batendo. Eu estava achando lindo não ter o sol na testa e me fazendo suar mais do que o usual.
Olhei no relógio e já tinham se passado 20 minutos de prova. Faltava 1,5km, a respiração já estava difícil e a única coisa que me vinha na cabeça era: “Roberta, você faz um esforço desgraçado para sair de casa, vencer a preguiça e ir treinar praticamente todos os dias, não é agora que você vai amarelar.”.
Depois do 4km eu já sentia muito cansaço, respiração difícil, segurei o ritmo e continuei correndo, até que passou uma moça loira do meu lado, super animada com um copo d’água na mão e gritou: “vaaaaaaamos, pessoal! Faltam menos de 400 metros!!!”. Segundos depois de ter ouvido essa moça gritar, cruzei a placa informando que faltavam só 350 metros para a chegada.
Nessa hora veio um folêgo inexplicável e acelerei o ritmo com tudo, meu frequencímetro apitava tipo um sensor de estacionamento de carro quase batendo no carro de trás, porque meus batimentos estavam muito altos, hahahaha.
Quando vi aquele pórtico da chegada, todo lindo e iluminado, eu só pensava: “AGORA VAI, PORRA!” e foi o tiro máximo que eu dei na prova.
Cruzei a linha de chegada, travei o cronômetro e surpresa: 32 minutos e 05 segundos! Foram meus 5k mais rápidos até hoje.
Para mim, a linha de chegada é um verdadeiro descarrego mental: começa a passar um mundo de coisas pela cabeça.
Comecei a lembrar de como eu desejava correr e achava aquilo impossível, da grandiosidade que eu via em correr 5km, do heroísmo que eu via nas pessoas que corriam 30 minutos ou uma hora e hoje em dia, olhem só quem estou aqui, correndo 5 e buscando os 10k. Pois é.
Enfim, são essas situações que nos fazem entender o porquê vale a pena levantar do sofá, vencer a preguiça, treinar diariamente e continuar em busca de algo maior. Keep training!
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