Penso logo desisto

Eu ando incomodada com o mundo virtual. Estamos vivendo uma era caótica em que pessoas perderam a noção do real e do virtual. E mais, penso que os algoritmos perderam a noção do que fizeram/fazem com as nossas vidas, talvez não tenham noção do alcance doentio catastrófico que fizeram com a sociedade. É louco. Às vezes evito pensar nesse assunto porque desgraça a mente.

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Há uns 3 anos atrás rolou a moda fitness. Se você tinha conta no Instagram e não seguisse uma dieta low carb e praticasse o aeróbio em jejum diariamente, MELDELS, você estava fora da moda.

Daí teve a era foto de comida. Era um tal de taça lambuzada de Nutella, sorvete, palitinho crocante, farofa doce, que nojo, viu.

Sem contar a moda de look do dia que nunca morreu.

Agora o trendy é ter feed de viagem, pra mostrar pro mundo o quão desapegado e aventureiro e cheio de experiências você é. É fotinho do passaporte no aeroporto, fotinho na praia deserta com sorriso no rosto segurando o coco, fotinho com uma mochila nas costas no local turístico que todo mundo vai, blá. Estou dizendo tudo isso mas quero deixar claro que adoro viajar, ok? Me enquadro em todos esses rolês de turistão 100% e curto pra caramba.

Outra moda atual e que eu acho o máximo é a da decoração da casinha. Apartamentos que ganham identidade (e perfil próprio), plantas que são tratadas como gente, animais que ganham vida civil (e também conta com milhares de seguidores).

Penso e quase desisto: até que ponto as pessoas sentem prazer em se expor, sabe?

A real é que tô ficando velha e sem saco pra perfis e algoritmos. Ontem mesmo dei adeus pro Facebook.

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Ajuda a segurar esse FoMO, Neymar // BEDA #17

Neymar com sua genialidade já profetizava em seus tweets em pleno 2010 que em 2017 a internet seria um caos.

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Tenho evitado o fucking vício de pegar o celular para rolar o feed toda fucking hora para ver fucking vários nada.

A primeira tarefa do dia é pegar o celular para rolar o feed do Instagram e do Facebook. Porque imagina… perdi tudo que rolou durante a madrugada, não posso sair da cama sem antes me atualizar dos posts da galera, sem ver as miga passando as férias plenas & belíssimas na Grécia, sem saber que a outra miga já acordou e já correu seus 8km, sem ver o stories da blogueirinha que recebeu um presskit bapho da Melissa. Ah! Também tenho Twitter. Tenho que checar os memes que rolaram, os trending topics e as treta tudo entre os famosos da gringa. Çocoro.

Entro num vórtex e me atraso 40 minutos para sair de casa. Isso sem contar que sou social media e VIVO com a cara enfiada nas redes sociais o dia inteiro. Então que tal tá dando aquela segurada e tá largando um pouco desse vício? Plmdds, Roberta.

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As pessoas/marcas vivem numa necessidade de ser tudo pra ontem, um senso de urgência absurdo, uma ansiedade louca, as promoções são imperdíveis, todo mundo tem que aproveitar enquanto ainda é tempo porque é por tempo limitado… qual o sentido desse desespero todo? Alguém vai perder algum ente querido se aquele post não for visto naquele segundo?

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A gente vive dominado pela internet. Os estudiosos já encaram o FoMo (“Fear of Missing Out”, ou seja, “medo de ficar por fora”) como um fenômeno social. Não é doença, é fenômeno, comportamento de toda uma geração.

Tenho cuidado cada vez mais do tempo em que fico na internet. O BEDA inclusive me mostrou muita coisa interessante que me tirou o foco das redes sociais. Por exemplo, vi um post da Isa sobre o Inoreader, um leitor de blogs, prefiro passar meus preciosos minutos lendo blogs/conteúdo pensado e escrito por pessoas de opinião a ficar rolando o feed do Facebook por horas e horas, só lendo merda e gente reclamando da vida publicamente.

Me preocupo um pouco sobre esse comportamento/fenômeno social. Vocês imaginam a FÚRIA da galera daqui pouco um tempo? Salve-se e poupe-se quem puder.

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Me encontre nas redes sociais:

Facebook | Instagram 

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Café na lente // BEDA #11

Semana passada postei aqui falando dos blogs que leio sempre e hoje vou indicar alguns perfis de Instagram que postam sobre o tema Café. Eu adoro café, produzo conteúdo sobre café (ah vá!) e gosto sempre de me manter com bastante referência visual.

Recomendo constantemente alguns perfis sobre café para amigos que vem me pedir referências e por isso resolvi fazer esse post. Acho que vai ajudar, heh.

A maioria dos perfis que eu sigo são cafeterias, baristas, artistas e até mesmo amantes da bebida. 😉

@coffeecakescafe

riasim

Sigo a Ria Sim (esse é o nome dela!) desde que o perfil tinha pouquíssimos seguidores. Ela faz ilustrações/composições super fofas com café e mood do dia. <3

@letsbrew.coffee

letsbrew

São as melhores fotos de café do Instagram. São fotos produzidas, simétricas, coloridas e com iluminação incrível. Tem meu like sempre!

@coffeerem

rem

Esse perfil é turco e a autora é a @iremimecom. As fotos são geralmente composições de mesa em restaurantes belíssimos, com métodos de preparo bacanas e até mesmo em paisagens incríveis.

@coffeenclothes

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Coffee and clothes. Café e roupas. Café e moda. Simples assim.

Esse perfil é colaborativo, ou seja, postando a foto dentro da temática café + moda e usando a #coffeenclothes, eles buscam as melhores fotos e postam no perfil.

Ah! Eles postam uns cinemagraphs (aquelas fotos com algum detalhezinho que se mexe, sabem?) lindos também!

@cafe_torra_clara

torra

Essa cafeteria é famosa em São Paulo e fica na Oscar Freire. Ainda não tive oportunidade de conhecer, mas está na minha lista de cafeterias para visitar. Inclusive, tenho vários posts de cafeterias que visito e escrevo minha opinião aqui no blog. <3

Gosto muito das fotos que eles postam no perfil da marca, o lugar parece ser bem branquinho, com madeiras claras. Adoro!

 

Alguém mais segue um monte de perfil para se inspirar? 🙂

Me encontre nas redes sociais:

Facebook | Instagram 

 

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Cada rede no seu social

Já é certo que as relações entre as pessoas mudaram muito de uns tempos para cá com a chegada em massa das redes sociais. Nós vivemos conectados, conversamos online, compramos via e-commerce e mostramos nossas melhores – e piores – ideias na web.

Essa mudança de comportamento social fez com que as redes se diversificassem de acordo com as necessidades modernas e também pelos diferentes públicos de usuários. Um exemplo disso foi o Facebook, que veio depois do falecido Orkut, que nos primórdios da sua existência o objetivo era simplesmente para manter contato com amigos, mas que hoje em dia se tornou um dos principais meios para se fazer negócio.

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Outra rede curiosa, que eu particularmente tento a cada dia desvendar seus mistérios, é o Twitter. Tem hora que amo, tem hora que não acho tão incrível assim. Lembro que logo que o Twitter surgiu, lá pra meados de 2008/2009, um professor meu do cursinho comentou na sala de aula sobre a nova rede e referiu-se a ela como “um resumo do Orkut”. Hoje, em meados de 2015, lembro disso, dou risada e fico contabilizando a gafe grotesca que aquele cara deu…

O Twitter, na minha opinião, é a rede mais liberal de todas. Lá, o céu é o limite. Está permitido abrir o coração, contar seus segredos íntimos criptografados em 140 caracteres, reclamar da vida, da Dilma, da crise, comentar as notícias que surgem a todo momento na web – e no Twitter os assuntos rolam numa velocidade absurda.

Mas, apesar de toda essa modernidade de expressão (!) que o Twitter oferece, a rede social que tem lugarzinho especial no meu coração é o Instagram: lá a vida é bela, florida, colorida, saborosa, maquiada em lugares paradisíacos. <3

Ainda ouso em dizer que esse refinamento & requinte todo do Sr. Instagram vieram depois do Sr. Snapchat. No Snap, para os íntimos, a coisa acontece real life, livestream e full time: gente como a gente acordando descabelada, de cara lavada, com roupa amassada curtindo a tarde de sábado em casa, largado no sofá e até aquela pilha de louça suja esperando na pia para ser lavada aparece na tela do celular.

Muito louco pensar que existem modus operandi para cada rede social, né? Eu, por exemplo, acho que o espaço para fazer comentários intimistas e reclamões é o Twitter e não o feed do Facebook, apesar de muita gente usar o Facebook com essa finalidade. Afinal de contas, tudo bem a internet inteira anonimamente te achar um chato no Twitter, mas não é tudo bem seus amigos, colegas de trabalho e família saberem sobre sua chatice íntima.

Por fim, como já falei no post, a minha rede favorita é o Instagram – insta para os mais chegados! <3

instacoracao

E vocês, qual é a rede social que mais gostam? 🙂

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A influência está nos olhos de quem vê

Antes a Globo era a culpada pela má influência do Brasil e do mundo. Agora os maus influenciadores tem nome, sobrenome, perfil no Facebook, Instagram, Snapchat, blog e canal no Youtube.

Quando era a Globo, era difícil atingir o cerne da coisa, pois tratava-se de uma emissora de televisão gigantesca, com uma influência colossal e com milhares de pessoas trabalhando por trás de tudo. Mas aí veio a internet. Ah, a internet! No nem tão maravilhoso mundo da internet as coisas são regidas pelo calor humano, sem produção, a cara é dada a tapa diante de uma câmera e sem segundos isso é publicado na rede.

A internet é linda pela liberdade de expressão que oferece, mas ainda é um terreno sombrio. A postagem tem alcance, tem linguagem; a interpretação das pessoas não. Para as más línguas, o céu é o limite e o veneno trafega na velocidade da luz.

O mais paradoxal disso tudo é saber que o que mais interessa as pessoas nas mídias digitais é justamente a simplicidade como as coisas são feitas, o tal do “gente como a gente” – gente que acorda às 6 da manhã, gente que pega ônibus, gente que tem lá seus dias de mal humor, gente que passa seus perrengues diários – falando abertamente sobre seus ideais, suas crenças, suas referências, seus modos de levar a vida.

Vai dizer que às vezes não dá vontade de vomitar tudo que vem do coração e em segundos isso estar acessível até pelo outro lado do planeta? Eu tenho medo. E justamente por esse medo eu penso meticulosamente em cada palavra que escrevo neste blog, às vezes até prefiro guardar certas opiniões, o meu lado gente como a gente, porque sei lá eu qual o tom que minha opinião vai tomar quando cair no turbilhão distorcido da internet.

Ao meu ver, é inocência demais e bom senso de menos. A vida tá aí, disponível a todos em igual proporção, pronta para ser vivida no modo selva de pedra. Nobody said it was easy. Cabe a cada um ser coerente o suficiente para se deixar (ou não) influenciar pelo conteúdo que os olhos veem.

A rede social é um câncer na sua vida? Atrapalha porque influencia negativamente suas opiniões? Deleta, oras.

Postou foto de frango com batata doce? Você não é nutricionista. Postou foto levantando peso na academia? Você não é educador físico e não tem credencial para isso. Falou no Facebook sobre um projeto de lei? Você não é jurista. Falou sobre sentimentos? Você não é psicólogo.

Somos, então, todos uma farsa, um exercício ilegal de nossas vivências cotidianas. Assim fica difícil colocar a opinião de gente como a gente de carne e osso e sentimentos e experiências, né?

De novo, é inocência demais e bom senso de menos. Mais filtro e menos cricricri.

 

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